sexta-feira, 11 de julho de 2008

AS DEZ DIMENSÕES DA CABALÁ

As 10 Dimensões da Cabalá
Baseado nos ensinamentos de Rav Meir
A Cabalá Contemplativa não é uma tradição meramente intelectual. Toda a literatura disponível sobre os mistérios da Cabalá não terá qualquer valor se este conhecimento não for aplicado em nossas vidas. O correto entendimento dos códigos presentes na Torá oferece todas as ferramentas espirituais que necessitamos para que nos tornemos melhores através do despertar de nossa consciência adâmica.
E o que pretendemos com isso? Num primeiro momento, todos têm em mente a possibilidade de mudar a realidade ao seu redor, não sendo uma coincidência que muitos busquem a espiritualidade exatamente quando a vida lhes parece menos generosa.
A grande questão, contudo, é que parte destas pessoas espera que, ao adotar um caminho espiritual, o seu sistema de valores permaneça alterado enquanto a Luz Espiritual promove uma limpeza em sua vida, corrigindo tudo o que está errado, o que não faz o menor sentido.
Tudo o que percebemos fora nada mais é do que um reflexo do que se passa dentro de cada um de nós e todos nós optamos, de forma consciente ou não, por viver em uma das 10 dimensões identificadas pela Cabalá.
Em qual dimensão você está vivendo?
A primeira delas (a mais baixa), é chamada de Estado de Gueinon ("inferno"): vive-se aqui totalmente no escuro e escravo da contra inteligência (a força de oposição à Luz). A angústia e o medo são constantes e não há perspectiva alguma de melhora.
A segunda dimensão também é usada pela contra inteligência, o Estado de Fome: sua principal característica é o puro desejo de receber para si mesmo e a sensação constante de insaciabilidade. A pessoa é escrava de suas próprias necessidades e a angústia de não ter (ou não ter o suficiente) é avassaladora.
O Estado da Reatividade é a terceira dimensão: aqui a pessoa resolve que as coisas vão mudar. É perigosa na medida em que existe uma medida certa, mas existe sempre o risco de se empolgar com os resultados e a pessoa julgar que a reatividade é a solução para todos os seus problemas.
A quarta dimensão é o Estado da Ira: esta é a dimensão da pessoa que se identifica como o "Homem de D-us". Ele está tão reativo que se torna insensível e duro, mas forte, o que é um problema. O "Homem de D-us" não precisa de ninguém lhe diga o que fazer; ele desconhece a humildade. Pode-se, aparentemente, até prosperar e se tornar espiritualmente poderoso, mas, ainda assim, estará apenas fazendo o jogo da contra inteligência.
A partir da quinta dimensão, a pessoa começa a entrar no caminho da Luz. O Estado da Tranqüilidade corresponde ao momento em que se consegue aquietar a mente e o coração, o que resulta na controle da ansiedade. O indivíduo encontra aqui o seu caminho, a sua missão. O risco de se sentir "confortável" é a comodidade e a estagnação, cuidado.
Na sexta dimensão é a que faz a Luz descer sobre o indivíduo, o Estado da Alegria: a Shechiná (Presença Divina) só se manifesta através da alegria. Tudo que é muito sério tende a pesar, a petrificar. Não devemos confundir, contudo, alegria com euforia. Podemos viver permanentemente num estado de alegria, mas a euforia é sempre passageira.
O Estado de Erudição é a sétima dimensão: a conciliação de sabedoria e entendimento sem perder a tranqüilidade e a alegria, pois é comum o erudito se fechar em seu próprio mundo.
O Estado da Absorção vai além da mente e do coração. Você absorve. É um estado de receptividade. Aqui se almeja o Estado de Tsadik.
O Estado de Tsadik é a nona dimensão: o iluminado vê justiça em tudo. Aqui a vida é totalmente clara e é possível se compreender a lógica do universo.
A última dimensão é o Estado de Mashiach: neste estágio a pessoa se sente responsável pela sustentação do universo. De fato, ela não mais vê diferença entre ela e o universo, e o menor de seus gestos afeta todo o resto. O Estado de Mashiach corresponde a estar fundido ao Eterno.
Qualquer pessoa deve almejar o Estado de Mashiach. Não se trata de algo reservado para "escolhidos". O despertar da consciência adâmica é o resgate da unidade original - a missão de todos os seres humanos. Não podemos esquecer nunca que todos nós e o Eterno somos Um e que esse é o grande sonho do Criador para a Sua Criação.
Emuná vebitachon!


Av - 5766

Conexão: Liberdade
Salmos: 97

Na Dúvida, Faça a Coisa Certa.
A porção da parashá desta semana nos fala da proteção dos justos. A Luz do Mundo Infinito assegura o alicerce dos tzadikim como nos ensina a Haftará desta semana:

"...eis que Eu farei o teu assoalho de esmeralda em vez de pedras e te fundarei sobre safiras"

Mas o que aproxima o justo da bênção do Mundo Infinito? Qual é o segredo da Luz Eterna dos tzadikim?

Tehilim 97:11 "Luz eterna foi semeada para os justos e alegria para os de coração puro."

Para os cabalistas, o segredo reside no poder espiritual da tzedacá.

A palavra tzedacá deriva da palavra hebraica "tzedec", que significa "integridade", "justiça", a "coisa certa a se fazer". Segundo a sabedoria espiritual, a Luz do Mundo Infinito permite que possam existir pobres e ricos para que os seres humanos exerçam o livre-arbítrio de inclinar-se em direção à justiça uns com os outros. Para a Cabalá, seu dinheiro, suas posses e tudo o que o seu ego considera ser seu, não lhe pertence realmente. A Cabalá nos indica que tudo o que se manifesta neste mundo, está marcado pela divisão estrutural da Árvore da Vida e suas 10 Sefirot. Dentre estas sefirot, 9 podem se manifestar por intermédio de um sentido cognitivo. mas keter jamais pode ser alcançada. A porção de keter na árvora da Vida deve ter em si a semelhança mais absoluta com a Luz do Mundo Infinito, ou seja, o Infinito Desejo de Compartilhar. Para que o seu dinheiro esteja em conformidade com a ordem da Árvore da Vida, é necessário que 1 parte das 10 partes de seu recebimento, esteja destinado ao desejo de compartilhar, Isso equivale ao dízimo (maaser) - 10%.

14:22 Paga o dízimo de todo o ganho de tuas sementes, que sai do campo...

Avraham nos ensina o dom do desejo de compartilhar. Por isso tinha sua tenda com quatro aberturas para as quatro direções do deserto, a fim de visualizar qualquer que passasse próximo ao seu caminho, para convidá-lo a receber sua hospitalidade. Segundo os cabalistas, da mesma forma, devemos estender a mão para quem se encontra em nosso caminho e sempre procurar ajudar nosso semelhante. Para os cabalistas é costume se ter um "pushke" (caixa de tzedacá) em casa, e a família é estimulada a dar tzedacá diariamente, especialmente antes das orações, e principalmente, antes de acender as velas de Shabat. Um antigo costume indica, que a cada mês em Rosh Chodesh (Lua Nova) o cabalista deve doar a quantia total depositada em seu pushke. A tzedacá deve, de preferência, ser dada de maneira anônima sem ninguém saber, a menos que você deseje dar um bom exemplo a alguém.

Para os sábios da Cabalá Contemplativa, a tzedacá aproxima nossa consciência do Olam HaBá. Quando praticamos tzedacá, o que menos importa é quanto estamos doando e sim a complexa operação gerada no ato deste compartilhar. Cada pessoa que faz da tzedacá uma atitude cotiadiana, ajuda a impregnar o mundo com a Luz do Mundo Infinito. Atos de tzedacá contribuem para a geração da energias luminosas ao redor do mundo e ajuda a promover estados de paz.

Mas quanto devemos compartilhar? A Torá nos ordena dar o décimo de nossa renda líquida. Aprendemos, que todo o que possuímos é um emprestimo da Luz do Mundo Infinito. Tanto a colheita, como a renda monetária de cada indivíduo é um presente da Luz. A Torá não quer que se esqueça disso e por isso instituiu que o décimo da colheita, ou da renda, fosse doada.

14:27 O Levi que está em tuas portas, não o abandonarás, pois ele não tem porção nem posse contigo.

Na época do deserto, todo o povo deveria dar o dízimo de sua colheita para a tribo de Levi, constituída pelos leviim e cohanim. Por que desta lei? A tribo de levi foi escolhida para ser a representante do povo perante a Luz do Mundo Infinito. Assim sendo, ao invés de possuir um pedaço de terra e nela trabalhar, a Tribo de Levi trabalhava no Tabernáculo, oferecendo os sacrifícios e demais tarefas, em nome do povo. O povo retribuía à tribo de Levi com o dízimo, e assim eles eram sustentados. A tribo de Levi é um código para definir a parte espiritual que existe em cada um de nós. Quando praticamos o desejo de compartilhar estamos "sustentando" essa porção e assim mantendo o contato com nossa neshamá (alma elevada) que representa o Tabernáculo em nossa alma.

Segundo a Cabalá, a prática do dízimo é benéfica para qualquer pessoa, independente de sua religião. Líderes de todas as religiões deveriam estimular a prática do desejo de compartilhar.

Além de tudo, tzedacá é uma mitzvá de cura para o corpo. A tzedacá representa o esforço "total" por parte do doador. Isto quer dizer que, enquanto as outras mitzvot são cumpridas como uma determinada parte do corpo - por exemplo: Tefilin são colocados no braço e na cabeça, o estudo da Torá requer concentração mental, etc. - tzedacá é uma contribuição feita com o corpo inteiro, pois requer o envolvimento total do indivíduo, tanto físico como mental pelo trabalho que leva a ganhar dinheiro.

Tzedacá em hebraico significa na realidade um ato de justiça. Dar tzedacá é algo que devemos fazer, não como um ato de bondade, as como um dever e obrigação, tal como pagar uma dívida (no caso, uma dívida espiritual). Tzedacá poderia ser muito bem traduzido como "fazer o que é certo".

Uma caixinha de tzedacá em sua casa ou trabalho, tem a propriedade de elevar toda a energia do local. Uma caixinha de tzedacá abre em um lugar uma fenda para que uma enorme quantidade de Luz Espiritual possa entrar. Os antigos nos ensinam que nós não deveriamos fixar uma caixinha de tzedacá parede e sim, fixar a parede na caixinha de tzedacá. Os cabalistas não deixam passar um único dia sequer sem praticar o ato de doar. É isso que os sábios chamavam de "elevar o tempo, espaço e pessoa". A tzedacá possui um papel fundamental no exercício do Tikun Olam (Correcão do Mundo).

Há três tipos de tzedacá, que podem ser comparados ao ouro, a prata e ao cobre. a tzedacá que a pessoa dá quando ela e sua família são prósperas e as coisas vão bem, é comparada ao ouro. Esse tipo de caridade tem o mais poderoso efeito no Mundo Espiritual. "Ze Hanotem Bari" (aquele que dá quando tem saúde), formando a palavra zahav, ouro em hebraico.

Há, então, um segundo tipo de tzedacá que a pessoa dá quando adoece. É menos efetiva, uma vez que é dada num momento de necessidade, sendo, portanto, comparada à prata. Se uma pessoa possui um cofre de tzedacá em sua casa, dois anjos aparecem a cada semana.

Outro tipo de tzedacá, o cobre, é aquele que é feito quando solicitado. e com estes três elementos reconstruimos o nosso Tabernáculo.

A mitzvá de tzedacá abrange dinheiro ou alimentos.

O valor a ser doado para tzedacá é um décimo dos rendimentos.

Ao pensar em como compartilhar dinheiro para tzedacá, deve-se dar prioridade aos que se esforçam no estudo da Torá. Assim os maasarot (dízimos) sustentam os cohanim e leviim que faziam o serviço no Tabernáculo, também devemos separar um décimo de nosso ganho para as instituições que se dedicam ao estudo da Torá. e assim construir as bases de uma sociedade mais justa e que não mais necessite de tzedacá.

Ivdu et HaShem B’simchá
Rav Meir

Informações: (21) 2558-1904 • 2225-7103

EXTRAÍDO DO SITE ACADEMIA DA CABALA

A BAÇUNÇA É INIMIGA DA PROSPERIDADE

A bagunça é inimiga da prosperidade. Ninguém está livre da desorganização. A bagunça forma-se sem que se perceba e nem sempre é visível. A sala parece em ordem, a cozinha também, mas basta abrir os armários para ver que estão cheios de inutilidades.

De acordo com o Feng Shui Interior - uma corrente do Feng Shui que mistura aspectos psicológicos dos moradores com conceitos da tradicional técnica chinesa de harmonização de ambientes - bagunça provoca cansaço e imobilidade, faz as pessoas viverem no passado, engorda, confunde, deprime, tira o foco de coisas importantes, atrasa a vida e atrapalha relacionamentos. Para evitar tudo isso fique atento às

OITO REGRAS PARA DOMAR A BAGUNÇA
1. Jogue fora o jornal de anteontem.
2. Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma velha.
3. Tenha latas de lixo espalhadas nos ambientes, use-as e limpe-as diariamente.
4. Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique só com as que utiliza mesmo.
5. Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora.
6. Todo dia 30, por exemplo, faça limpeza geral e use caixas de papelão marcadas: lixo, consertos, reciclagem, em dúvida, presentes, doação. Após enchê-las, jogue tudo fora.
7. Organize devagar, comece por gavetas e armários e depois escolha um cômodo, faça tudo no seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida.
8. Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as nossas energias. Conheça cada dessas ações para evitar a "crise energética pessoal " .

1. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.
2. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso.
Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à sua qualidade. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.
3. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucessoe a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, 'como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.
4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: "Bons tempos aqueles!", costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto àqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.
5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica "energeticamente obeso", carregando fardos passados.
6. Mentira pessoal -Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.
7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individuali-dade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas 'e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.
8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas,causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro "escape" de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe "diz" inconscientemente: "Você não me terminou! Você não me terminou!" Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvi-mento do autoconhecimento, da disciplina e da terminação fará com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.
9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.
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Divulgue essas dicas para o maior número de pessoas possível e mentalize que, quando todos colocarem essas regras em prática, o mundo será mais justo e mais belo. Vamos tentar melhorar nossa energia pessoal. Atitudes erradas jogam energia pessoal no lixo. Posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger a entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou ter fontes d'água para acalmar o ambiente, são medidas que se tornarão ineficientes se quem vive nesse espaço não cuidar da própria energia. Portanto, os efeitos positivos da aplicação do Feng Shui nos ambientes estão diretamente relacionados à contenção da perda de energia das pessoas que moram ou trabalham no local. O ambiente faz a pessoa, e vice-versa.

A perda de energia pessoal pode ser manifestada de várias formas, tais como: a falha de memória (o famoso "branco"); o cansaço físico, o sono deixa se ser reparador; a ocorrência de doenças degenerativas e psicossomáticas. Para economizar energia - o crescimento pessoal, prosperidade e a satisfação diminuem - os talentos não se manifestam mais por falta de energia, o magnetismo pessoal desaparece, medo constante de que o outro o prejudique, aumentando a competição, o individualismo e a agressividade, falta proteção contra as energias negativas e aumenta o risco de sofrer com o "vampiro energético".

NÃO SEI QUEM É O AUTOR, MAS ACHEI O TEXTO BEM INTERESSANTE PARA REFLEXÃO SOBRE APEGO.

A BELEZA DO SER HUMANO ESTÁ NAS SUAS ATITUDES

Uma próspera empresa de produtos de beleza pediu aos habitantes de uma cidade grande que enviassem fotografias acompanhadas de uma breve carta explicativa sobre as mulheres mais belas que eles conheciam.
Em poucas semanas milhares de cartas foram enviadas à empresa. Uma carta, em particular, chamou a atenção dos funcionários e foi levada à mesa do presidente da empresa.
A carta foi escrita por um menino que aparentemente tinha sido criado em algum lar muito pobre e humilde. Este é um trecho da carta com as devidas correções de grafia:
“Na minha rua mora uma mulher bonita.
A mulher mais bonita do mundo.
Eu vou à casa dela todos os dias.
Ela faz eu me sentir um menino importante.
Jogamos e brincamos juntos, ela me ouve, ela me entende, e quando vou embora, sempre diz, bem alto na porta que sente orgulho de mim.”
O menino terminava a carta dizendo:
“Esta fotografia comprova que ela é a mulher mais bonita do mundo.
Espero ter uma esposa tão bonita quanto ela.”
Intrigado com a carta, o presidente pediu para ver a fotografia da mulher. Sua secretária entregou-lhe a foto de uma mulher sorridente, sem nenhum dente na boca, de idade avançada, sentada em uma cadeira de rodas. O ralo cabelo grisalho estava preso em formato de birote, e as rugas que marcavam seu rosto eram suavizadas pelo brilho que vinha dos seus olhos.
- Não podemos usar a fotografia dessa mulher – explicou o presidente, sorrindo. Ela mostraria ao mundo que nossos produtos não são necessários para uma mulher ser bela.
Comentários de Carlos W. Pozzobon:
Acredito que você vai concordar comigo, essa mulher da foto é feia mesmo, porém ela só e feia se nós olharmos ela por fora.
E o seu interior, o que ela tem na alma, no coração, como diz a carta do menino, será que isso tem valor ou não?
Você observou que pela aparência dela e pelas características descritas do menino, eles devem ser muito humildes, com poucos recursos financeiros e provavelmente até sem estudo. Você lembra que em mensagens anteriores eu falo no poder das palavras? Pois é, você notou que o que essa mulher feia faz, é apenas usar o poder das palavras para valorizar o menino?
Observe o que o poder das palavras faz, essa mulher mesmo sendo feia externamente, com palavras simples e atitudes lindíssimas transformou a vida deste menino.
Agora observe a atitude do menino, ele teve coragem de enviar a foto dela para um concurso de produtos de beleza, a foto foi rejeitada porque refletia que os produtos da beleza não seriam necessários para embelezar as mulheres, isso para nos comprovar que a beleza das mulheres não é externa, mas sim nas suas atitudes, nos seus gestos e nas suas palavras.
A beleza dos seres humanos não é externa, a beleza de cada pessoa está no seu interior. A sua beleza também não é externa, a sua beleza está no seu interior.
Pense com carinho na mensagem e nos meus comentários.
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É TEMPO DE FAZER AMIGOS
SE QUISER PODE ME ADICIONAR COMO AMIGO

A AGUA É UMA ALIADA DA PERDA DE PESO

A ÁGUA É UMA ALIADA DA PERDA DE PESO

Para manter a forma, é preciso ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios e tomar muita água.

Você já deve ter ouvido falar que a água é essencial às dietas de emagrecimento. Milagres ela não faz, visto que é preciso comer corretamente e iniciar uma atividade física para alcançar uma boa forma. Mas não há dúvida de que ela pode ser o que falta para que seu regime dê certo. Você não sabe porque? Veja abaixo o que a ingestão de água faz por você:

1. Ajuda a combater a gordura
Água na dose certa leva a pessoa a comer menos e a normalizar o funcionamento dos intestinos porque:
•Aumenta a saciedade. Ela é grande parceira da reprogramação alimentar, que prescreve muitos legumes, frutas e verduras para a manutenção da boa forma. É que as fibras presentes nos vegetais incham como esponja macia quando em contato com a água, o que garante sensação de estômago cheio com menos alimentos, .
•Reduz a absorção de gorduras. Nos intestinos, as fibras solúveis (presentes na aveia, por exemplo) ligam-se às moléculas de gordura, diminuindo sua absorção - o que otimiza a perda de peso e ajuda a manter o colesterol sob controle.
•Minimiza a prisão de ventre. Já as fibras insolúveis (encontradas no farelo de trigo, entre outros) passam varrendo os intestinos dos resíduos alimentares. Livre das toxinas, o corpo fica mais leve e funciona melhor.

2. Aumenta a auto-estima
A água previne a celulite e deixa a pele mais bonita.
•Hidrata naturalmente a pele. A água mantém o maior órgão do corpo com aparência fresca e luminosa. É que ela é responsável pela hidratação das camadas profundas da pele. Ao contrário do que as pessoas imaginam, os hidratantes não repõem água, apenas criam uma barreia que não deixa a cútis desidratar,
•A água previne a celulite. Por carregar para fora do corpo as toxinas, ela é indicada para prevenir e tratar essas ondulações.

3. Melhora o metabolismo como um todo
Imprescindível à vida, a água participa de inúmeras funções corporais:
•Ajuda na formação de células e líquidos orgânicos. Ela está presente na manutenção e multiplicação celular, bem como na formação de secreções, como as lágrimas.
•Auxilia no controle de temperatura. A água é vital para o mecanismo que regula a temperatura do corpo - lembre-se que você sua em bicas quando está muito quente.
•Faz aquela faxina. A menos que se tenha alguma doença renal, doses generosas de água resultam em urina clarinha e praticamente inodora, que leva embora os detritos orgânicos.
•Previne doenças. Tomar água evita a formação de cálculos renais, impedindo a cristalização de sais que passam pelos rins.
Acerte na dose

É essencial fornecer ao corpo um mínimo 1 litro de água limpa e potável por dia para substituir a que é perdida pelo organismo. Essa quantidade é complementada pela alimentação e pode ser maior no verão ou caso se pratique exercícios físicos. O correto é deixar uma garrafa cheia sobre a mesa e ir bebericando-a aos poucos ao longo do dia. Pode-se até beber água durante as refeições. É que a água umedece o bolo alimentar e facilita a digestão.

Fonte: www.saudenarede.com.br

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A SABEDORIA DO SILÊNCIO

sabedoria do silêncio

Revista Espaço Acadêmico, nº. 62, julho de 2006
RAYMUNDO DE LIMA

"Dentre todas as manifestações humanas, o silêncio continua sendo a que, de maneira muito pura, melhor exprime a estrutura densa e compacta, sem ruído nem palavras, de nosso inconsciente próprio" (J.-D. Nasio)

"O analista não tem medo do silêncio [...]; ele não escuta somente o que está nas palavras, escuta também o que as palavras não dizem. Escuta com a "terceira orelha"... (T. Reik)

"Na Finlândia, se você está feliz, deve estar em silêncio para ouvir os próprios pensamentos" (?)

É praticamente impossível esperar que crianças e adolescentes naturalmente fiquem em silêncio numa missa, aula, teatro, concerto musical, reunião, cinema. Os adultos, por sua vez, deviam dar o exemplo ficando de boca fechada nas igrejas antes ou durante missa, numa palestra, na biblioteca, etc. Será que existe medo do silêncio, necessário para reflexão?

Para ler e compreender um texto filosófico ou teológico, um poema, é preciso silêncio. Há músicas que só podem ser ouvidas sob um fundo de silêncio. Os retiros espirituais são importantes para capacitar as pessoas a conviverem melhor consigo mesmas; aprender a controlar a inquietação de nossa alma, rumo à ascese. Não "treinar" o silêncio é se entregar à fala vazia ou boba, reforçando um estilo sustentado na ignorância.

"O combate contra a ignorância é a meta de toda educação" diz o professor da UFMG, Roberto Jamil Cury. "Se a barbárie está presente através de atos na própria civilização, desbarbarizar tornou-se uma questão urgente da educação" , alertava o filósofo T. Adorno, na década de 1950.

Contudo, o elogio ao silêncio como sinal de educação deve ser rompido, sempre, para protestar contra os atos que causam direta ou indiretamente indignação, violência e destruição.

Silêncio para ensinar.

Os professores do ensino fundamental e médio, atualmente, reclamam que na sala de aula passam mais tempo pedindo silêncio aos alunos do que ensinando. Apesar dos sinais de barbárie na escola contemporânea, pouco se tem feito para impedir o seu avanço. Que fazer se os especialistas em educação se limitam a rotina de produção teórica abstracionista, e os responsáveis pelo sistema educacional continuam fugindo do compromisso de fazer "dialética do concreto" com o cotidiano das relações humanas na escola e na universidade? Onde está o equilíbrio entre conhecimento e sabedoria na formação dos professores para o futuro? Quem educará os pais para melhor educar os filhos?

Um dos efeitos da "geração net" é não respeitar os espaços cujo silêncio é quase obrigatório. Além de não suportar o silêncio necessário para introspecção, a "geração net" não tem paciência de seguir o fio condutor de uma conversa. Quanto mais jovem, mais rapidamente passa de um tema para outro ou troca de interlocutor como quem aperta o botão do controle remoto da TV. Mais do que impaciência, tais atitudes podem também revelar intolerância e desrespeito para com o próximo e falta de sintonia com o ambiente.

Como imaginam que "mandam no pedaço", crianças e adolescentes se acham no direito de interromper a conversa dos adultos por motivo fútil. Os adultos, por sua vez, fingem que aceitam a atitude grosseira, ou se acovardam, deixando de exercer a autoridade de educadores, cujo resultado previsível é a incivilidade.

Muitas pessoas estão deixando de freqüentar os cinemas para evitar constrangimentos com platéias mal educadas, barulhentas, parecendo estar mais interessadas em comer pipoca e dar arrotos de refrigerantes do que assistir ao filme em silêncio. (Existe diferença entre a demonstração de incivilidade do MLST no Congresso Nacional, as depredações das escolas públicas, ou outras menos barulhentas promovidas pelas gangs no dia-a-dia urbano?).

Mede-se o nível de ensino de uma universidade pelo grau de silêncio de sua biblioteca. Alunos de alguns cursos de nível superior são mais propensos ao zunzunzun da "conversa paralela" que, sem querer-querendo, termina atrapalhando o silêncio imprescindível para ouvir uma exposição oral. Se o assunto é complexo e/ou o professor tem o estilo monótono, aumenta a probabilidade de dispersão e cochichos inconvenientes. O historiador Peter Burke observa que essa inclinação para romper a romper com o silêncio necessário de uma aula, nos países latinos, talvez viria de costume cultural de "tentar ouvir muitas pessoas falando ao mesmo tempo". Ao contrário do costume anglo-saxônico que exige total silêncio da audiência, o palestrante para público latino-americano deve estar preparado para discorrer seu assunto tendo como ruído de fundo o zumbido de vozes. Curiosamente, ele seria considerado mal educado ou impolido se pedir silêncio, deixando transparecer certa irritação para com os verdadeiros mal educados.

Convenção do silêncio.

Burke observa que existe um "acordo público" que nos induz ficarmos em silêncio em certas ocasiões. Num velório, solenidade, audiência pública, culto religioso, concerto musical, durante a execução do Hino Nacional, o silêncio é sinal de respeito e sintonia espiritual. Devemos evitar falar, ainda que baixinho, para não causar constrangimentos em ambientes sociais necessariamente silenciosos. O silêncio é natural porque faz parte da função biológica, quando estamos num banheiro, tentando dormir; ou psicológica, quando nos entregamos à introspecção; ou social, quando esperamos nossa vez, numa fila, cortejo fúnebre.

O "silêncio é um dos elementos essenciais em todas as religiões", observa G. Mensching. Há variedades de silêncio sagrado: pessoal, comunal, o 'silêncio eleito' dos monges e freiras de clausura, a oração silenciosa ou 'mental'. "O silêncio religioso é um misto de respeito por uma divindade; uma técnica para abrir o ouvido interior; e um sentido de inadequação de palavras para descrever as realidades espirituais" , escreve P. Burke.

É preciso "saber ficar em silêncio", sentenciava La Rochefoucault. Os mal educados ignoram o sentido ético, estético, cultural, moral, jurídico e psicológico do silêncio. Assim como o sábio e o monge escolhem ficar mais tempo em silêncio - meditando, orando - podemos inferir que os verdadeiramente civilizados e comprometidos com a sabedoria são propensos a conversas intercaladas com o silêncio da prudência ao dizer e esperar o outro revelar seu ponto de vista. O silêncio atua como parte fundamental de uma conversação, que deve obedecer às regras de diversas situações, revelando assim o grau de civilidade das pessoas que participam dos diferentes encontros sociais.

Existe o "silêncio localista" das igrejas, bibliotecas, museus e hospitais. Recebe um olhar de reprovação e um discreto psiu quem desrespeitar o silêncio necessário para rezar, estudar, apreciar, ouvir uma palestra, ou visitar um enfermo.

Portanto, precisa ser reeducado aquele que desrespeita os locais de silêncio. A pessoa que fala pelos cotovelos palavras vazias, que sofre de incontinência verbal monopolizando a palavra, poderia receber benefícios incalculáveis psicanálise. É preciso compreender que excesso de palavras cansa, irrita, chateia, e termina boicotando a harmonização do ambiente social e comprometendo a própria imagem do falante compulsivo.

Sabedoria e cálculo do silêncio.

Vários ditados populares dão importância ao silêncio: "Deus nos deu uma boca e dois ouvidos para que possamos menos falar e mais ouvir"; "Manter a boca fechada e os olhos bem abertos", diz uma versão italiana; "Em boca fechada não entra mosca", dizem os espanhóis e portugueses. Os comerciantes europeus inventaram a metáfora "o silêncio é de ouro e palavra é de prata". O provérbio árabe "cada palavra que tu falas é uma espada que te ameaças" induz a prudência e o cálculo sobre o que, como e em que ocasião falar.

Existe uma relação íntima entre o silêncio e a prudência. O padre jesuíta Baltazar Gracian ( séc.17) achava que "no silêncio cauteloso é que a prudência se refugia". Ou seja, escolher ficar em silêncio não é valorizar a mudez, mas sim, saber calar de acordo com o lugar ou a ocasião: "Fale pouco, mas nunca pareça mudo e embaraçado..." , dizia uma antiga etiqueta social. Até o filósofo da linguagem, Wittgenstein (séc. 20), alertava que "Aquilo que não se pode falar, deve-se calar". Enfim, o silêncio pode ser reconhecido como uma virtude que evita polêmicas desnecessárias e brigas perigosas. "Diante de tanta ignorância respondo com meu silêncio", encurtava Rui Barbosa.

Entretanto, diante da intolerância, do racismo e dos fundamentalismos, devemos ficar em silêncio? Nessas situações, o bom senso entende que "o dever do intelectual é romper o silêncio, ainda que sua voz seja abafada pelos poderosos e seus cúmplices de plantão" [1]. "O grande cúmplice da tirania é o silêncio; não atacar o despotismo é a maneira mais covarde de servi-lo; não denunciá-lo é auxiliá-lo; estar próximo dele sem feri-lo é a maneira mais vil de protegê-lo; e proteger o crime é mil vezes pior que cometê-lo; eis aí a hora em que a palavra é um dever e o silêncio é um crime" [2].

Nada justifica, portanto, que muitos intelectuais - principalmente aqueles que acreditam que a "esquerda deve ser, sempre, moral ou ética" fiquem calados diante do terrorismo (condenado, inclusive, por Che Guevara), do genocídio nos regimes totalitários autodenominados socialistas ou nacional-socialistas (nazi-fascistas), da corrupção, da delação em nome da "causa justa". É triste reconhecer como o infantilismo ainda domina uma parte da esquerda que cultua personalidades e faz "turismo revolucionário" [3], se alienando de ver o "todo". Há que sustentar, sempre, uma atitude crítica das contradições dos regimes ou dos homens "demasiadamente humanos". Tomás de Aquino dizia temer o homem que só conhece um livro [Timeo hominem unius libri]. Os homens sensatos deveriam desconfiar de todos os discursos, sobretudo os que produzem entorpecimento da razão crítica dos ouvintes condenados a somente ouvir em silêncio, repetindo o que o "grande mestre" diz.Os alunos deveriam questionar os professores que falam tanto como que obrigando os alunos a um silêncio de fé. Provavelmente, nesse caso, não temos ensino, mas sim, doutrinação.

Hoje, convivemos com uma civilização complexa, dominada pelo fetiche tecnológico sem um código moral de como usar tais bugigangas. O celular, por exemplo, é útil, mas também pode ser um instrumento de incivilidade quando toca fora de hora e no lugar inadequado. Pior é quando o dono se acha no direito de atender, ali mesmo, sem cerimônia e sem vergonha, falando alto para quem quiser ouvir. E o que dizer daqueles que falam com o famigerado aparelho dirigindo seu carro? E os que rompem o silêncio imposto por uma prisão que serviria para fazerem seu exame de consciência e se sentem autorizados a usarem o aparelhinho para desencadear violência numa cidade como São Paulo?



[1] OZAI, Antonio. "Assim falou Vargas Vila". Disponível em Revista Espaço Acadêmico, nº. 61, junho de 2006. Acesso em: jun. 2006. Acesso em: jun. 2006.

[2] BAZZO, Ezio Flavio. Assim falou Vargas Vila. Brasília: Companhia das Tetas Publicadora, 2005. (XLVIII).

[3] O psicanalista Contardo Calligaris toma emprestado uma idéia de outro psicanalista, Fábio Hermann, que observou que o "turista é quem tira seu retrato colocando-se na frente do lugar visitado, mas olhando para a câmera: somos turistas quando viajamos de costas para o real [...]. Aos turistas revolucionários de Caracas, sugiro uma leitura. Rossana Rossanda acaba de publicar (na Itália) suas memórias, " La Ragazza del Secolo Scorso" (a moça do século passado; Einaudi)". (CALLIGARIS, C. Os revolucionários silenciosos. Folha de S. Paulo, Cad. Ilustrada, 22 de junho de 2006.

SÓCRATES, APENAS UM FILÓSOFO...

Sócrates
A Vida
Quem valorizou a descoberta do homem feita pelos sofistas, orientando-a para os valores universais, segundo a via real do pensamento grego, foi Sócrates. Nasceu Sócrates em 470 ou 469 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, escultor, e de Fenáreta, parteira. Aprendeu a arte paterna, mas dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico, sem recompensa alguma, não obstante sua pobreza. Desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão. Combateu a Potidéia, onde salvou a vida de Alcebíades e em Delium, onde carregou aos ombros a Xenofonte, gravemente ferido. Formou a sua instrução sobretudo através da reflexão pessoal, na moldura da alta cultura ateniense da época, em contato com o que de mais ilustre houve na cidade de Péricles.
Inteiramente absorvido pela sua vocação, não se deixou distrair pelas preocupações domésticas nem pelos interesses políticos. Quanto à família, podemos dizer que Sócrates não teve, por certo, uma mulher ideal na quérula Xantipa; mas também ela não teve um marido ideal no filósofo, ocupado com outros cuidados que não os domésticos.
Quanto à política, foi ele valoroso soldado e rígido magistrado. Mas, em geral, conservou-se afastado da vida pública e da política contemporânea, que contrastavam com o seu temperamento crítico e com o seu reto juízo. Julgava que devia servir a pátria conforme suas atitudes, vivendo justamente e formando cidadãos sábios, honestos, temperados - diversamente dos sofistas, que agiam para o próprio proveito e formavam grandes egoístas, capazes unicamente de se acometerem uns contra os outros e escravizar o próximo.
Entretanto, a liberdade de seus discursos, a feição austera de seu caráter, a sua atitude crítica, irônica e a conseqüente educação por ele ministrada, criaram descontentamento geral, hostilidade popular, inimizades pessoais, apesar de sua probidade. Diante da tirania popular, bem como de certos elementos racionários, aparecia Sócrates como chefe de uma aristocracia intelectual. Esse estado de ânimo hostil a Sócrates concretizou-se, tomou forma jurídica, na acusação movida contra ele por Mileto, Anito e Licon: de corromper a mocidade e negar os deuses da pátria introduzindo outros. Sócrates desdenhou defender-se diante dos juizes e da justiça humana, humilhando-se e desculpando-se mais ou menos. Tinha ele diante dos olhos da alma não uma solução empírica para a vida terrena, e sim o juízo eterno da razão, para a imortalidade. E preferiu a morte. Declarado culpado por uma pequena minoria, assentou-se com indômita fortaleza de ânimo diante do tribunal, que o condenou à pena capital com o voto da maioria.
Tendo que esperar mais de um mês a morte no cárcere - pois uma lei vedava as execuções capitais durante a viagem votiva de um navio a Delos - o discípulo Criton preparou e propôs a fuga ao Mestre. Sócrates, porém, recusou, declarando não querer absolutamente desobedecer às leis da pátria. E passou o tempo preparando-se para o passo extremo em palestras espirituais com os amigos. Especialmente famoso é o diálogo sobre a imortalidade da alma - que se teria realizado pouco antes da morte e foi descrito por Platão no Fédon com arte incomparável. Suas últimas palavras dirigidas aos discípulos, depois de ter sorvido tranqüilamente a cicuta, foram: "Devemos um galo a Esculápio". É que o deus da medicina tinha-o livrado do mal da vida com o dom da morte. Morreu Sócrates em 399 a.C. com 71 anos de idade.
Método de Sócrates
É a parte polêmica. Insistindo no perpétuo fluxo das coisas e na variabilidade extrema das impressões sensitivas determinadas pelos indivíduos que de contínuo se transformam, concluíram os sofistas pela impossibilidade absoluta e objetiva do saber. Sócrates restabelece-lhe a possibilidade, determinando o verdadeiro objeto da ciência.
O objeto da ciência não é o sensível, o particular, o indivíduo que passa; é o inteligível, o conceito que se exprime pela definição. Este conceito ou idéia geral obtém-se por um processo dialético por ele chamado indução e que consiste em comparar vários indivíduos da mesma espécie, eliminar-lhes as diferenças individuais, as qualidades mutáveis e reter-lhes o elemento comum, estável, permanente, a natureza, a essência da coisa. Por onde se vê que a indução socrática não tem o caráter demonstrativo do moderno processo lógico, que vai do fenômeno à lei, mas é um meio de generalização, que remonta do indivíduo à noção universal.
Praticamente, na exposição polêmica e didática destas idéias, Sócrates adotava sempre o diálogo, que revestia uma dúplice forma, conforme se tratava de um adversário a confutar ou de um discípulo a instruir. No primeiro caso, assumia humildemente a atitude de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colher o adversário presunçoso em evidente contradição e constrangê-lo à confissão humilhante de sua ignorância. É a ironia socrática. No segundo caso, tratando-se de um discípulo (e era muitas vezes o próprio adversário vencido), multiplicava ainda as perguntas, dirigindo-as agora ao fim de obter, por indução dos casos particulares e concretos, um conceito, uma definição geral do objeto em questão. A este processo pedagógico, em memória da profissão materna, denominava ele maiêutica ou engenhosa obstetrícia do espírito, que facilitava a parturição das idéias.
Doutrinas Filosóficas
A introspecção é o característico da filosofia de Sócrates. E exprime-se no famoso lema conhece-te a ti mesmo - isto é, torna-te consciente de tua ignorância - como sendo o ápice da sabedoria, que é o desejo da ciência mediante a virtude. E alcançava em Sócrates intensidade e profundidade tais, que se concretizava, se personificava na voz interior divina do gênio ou demônio.
Como é sabido, Sócrates não deixou nada escrito. As notícias que temos de sua vida e de seu pensamento, devemo-las especialmente aos seus dois discípulos Xenofonte e Platão , de feição intelectual muito diferente. Xenofonte, autor de Anábase, em seus Ditos Memoráveis, legou-nos de preferência o aspecto prático e moral da doutrina do mestre. Xenofonte, de estilo simples e harmonioso, mas sem profundidade, não obstante a sua devoção para com o mestre e a exatidão das notícias, não entendeu o pensamento filosófico de Sócrates, sendo mais um homem de ação do que um pensador. Platão, pelo contrário, foi filósofo grande demais para nos dar o preciso retrato histórico de Sócrates; nem sempre é fácil discernir o fundo socrático das especulações acrescentadas por ele. Seja como for, cabe-lhe a glória e o privilégio de ter sido o grande historiador do pensamento de Sócrates, bem como o seu biógrafo genial. Com efeito, pode-se dizer que Sócrates é o protagonista de todas as obras platônicas embora Platão conhecesse Sócrates já com mais de sessenta anos de idade.
"Conhece-te a ti mesmo" - o lema em que Sócrates cifra toda a sua vida de sábio. O perfeito conhecimento do homem é o objetivo de todas as suas especulações e a moral, o centro para o qual convergem todas as partes da filosofia. A psicologia serve-lhe de preâmbulo, a teodicéia de estímulo à virtude e de natural complemento da ética.
Em psicologia, Sócrates professa a espiritualidade e imortalidade da alma, distingue as duas ordens de conhecimento, sensitivo e intelectual, mas não define o livre arbítrio, identificando a vontade com a inteligência.
Em teodicéia, estabelece a existência de Deus: a) com o argumento teológico, formulando claramente o princípio: tudo o que é adaptado a um fim é efeito de uma inteligência; b) com o argumento, apenas esboçado, da causa eficiente: se o homem é inteligente, também inteligente deve ser a causa que o produziu; c) com o argumento moral: a lei natural supõe um ser superior ao homem, um legislador, que a promulgou e sancionou. Deus não só existe, mas é também Providência, governa o mundo com sabedoria e o homem pode propiciá-lo com sacrifícios e orações. Apesar destas doutrinas elevadas, Sócrates aceita em muitos pontos os preconceitos da mitologia corrente que ele aspira reformar.
Moral. É a parte culminante da sua filosofia. Sócrates ensina a bem pensar para bem viver. O meio único de alcançar a felicidade ou semelhança com Deus, fim supremo do homem, é a prática da virtude. A virtude adquiri-se com a sabedoria ou, antes, com ela se identifica. Esta doutrina, uma das mais características da moral socrática, é conseqüência natural do erro psicológico de não distinguir a vontade da inteligência. Conclusão: grandeza moral e penetração especulativa, virtude e ciência, ignorância e vício são sinônimos. "Se músico é o que sabe música, pedreiro o que sabe edificar, justo será o que sabe a justiça".
Sócrates reconhece também, acima das leis mutáveis e escritas, a existência de uma lei natural - independente do arbítrio humano, universal, fonte primordial de todo direito positivo, expressão da vontade divina promulgada pela voz interna da consciência.
Sublime nos lineamentos gerais de sua ética, Sócrates, em prática, sugere quase sempre a utilidade como motivo e estímulo da virtude. Esta feição utilitarista empana-lhe a beleza moral do sistema.
Gnosiologia
O interesse filosófico de Sócrates volta-se para o mundo humano, espiritual, com finalidades práticas, morais. Como os sofistas, ele é cético a respeito da cosmologia e, em geral, a respeito da metafísica; trata-se, porém, de um ceticismo de fato, não de direito, dada a sua revalidação da ciência. A única ciência possível e útil é a ciência da prática, mas dirigida para os valores universais, não particulares. Vale dizer que o agir humano - bem como o conhecer humano - se baseia em normas objetivas e transcendentes à experiência. O fim da filosofia é a moral; no entanto, para realizar o próprio fim, é mister conhecê-lo; para construir uma ética é necessário uma teoria; no dizer de Sócrates, a gnosiologia deve preceder logicamente a moral. Mas, se o fim da filosofia é prático, o prático depende, por sua vez, totalmente, do teorético, no sentido de que o homem tanto opera quanto conhece: virtuoso é o sábio, malvado, o ignorante. O moralismo socrático é equilibrado pelo mais radical intelectualismo, racionalismo, que está contra todo voluntarismo, sentimentalismo, pragmatismo, ativismo.
A filosofia socrática, portanto, limita-se à gnosiologia e à ética, sem metafísica. A gnosiologia de Sócrates, que se concretizava no seu ensinamento dialógico, donde é preciso extraí-la, pode-se esquematicamente resumir nestes pontos fundamentais: ironia, maiêutica, introspecção, ignorância, indução, definição. Antes de tudo, cumpre desembaraçar o espírito dos conhecimentos errados, dos preconceitos, opiniões; este é o momento da ironia, isto é, da crítica. Sócrates, de par com os sofistas, ainda que com finalidade diversa, reivindica a independência da autoridade e da tradição, a favor da reflexão livre e da convicção racional. A seguir será possível realizar o conhecimento verdadeiro, a ciência, mediante a razão. Isto quer dizer que a instrução não deve consistir na imposição extrínseca de uma doutrina ao discente, mas o mestre deve tirá-la da mente do discípulo, pela razão imanente e constitutiva do espírito humano, a qual é um valor universal. É a famosa maiêutica de Sócrates, que declara auxiliar os partos do espírito, como sua mãe auxiliava os partos do corpo.
Esta interioridade do saber, esta intimidade da ciência - que não é absolutamente subjetivista, mas é a certeza objetiva da própria razão - patenteiam-se no famoso dito socrático "conhece-te a ti mesmo" que, no pensamento de Sócrates, significa precisamente consciência racional de si mesmo, para organizar racionalmente a própria vida. Entretanto, consciência de si mesmo quer dizer, antes de tudo, consciência da própria ignorância inicial e, portanto, necessidade de superá-la pela aquisição da ciência. Esta ignorância não é, por conseguinte, ceticismo sistemático, mas apenas metódico, um poderoso impulso para o saber, embora o pensamento socrático fique, de fato, no agnosticismo filosófico por falta de uma metafísica, pois, Sócrates achou apenas a forma conceptual da ciência, não o seu conteúdo.
O procedimento lógico para realizar o conhecimento verdadeiro, científico, conceptual é, antes de tudo, a indução: isto é, remontar do particular ao universal, da opinião à ciência, da experiência ao conceito. Este conceito é, depois, determinado precisamente mediante a definição, representando o ideal e a conclusão do processo gnosiológico socrático, e nos dá a essência da realidade.
A Moral
Como Sócrates é o fundador da ciência em geral, mediante a doutrina do conceito, assim é o fundador, em particular da ciência moral, mediante a doutrina de que eticidade significa racionalidade, ação racional. Virtude é inteligência, razão, ciência, não sentimento, rotina, costume, tradição, lei positiva, opinião comum. Tudo isto tem que ser criticado, superado, subindo até à razão, não descendo até à animalidade - como ensinavam os sofistas. É sabido que Sócrates levava a importância da razão para a ação moral até àquele intelectualismo que, identificando conhecimento e virtude - bem como ignorância e vício - tornava impossível o livre arbítrio. Entretanto, como a gnosiologia socrática carece de uma especificação lógica, precisa - afora a teoria geral de que a ciência está nos conceitos - assim a ética socrática carece de um conteúdo racional, pela ausência de uma metafísica. Se o fim do homem for o bem - realizando-se o bem mediante a virtude, e a virtude mediante o conhecimento - Sócrates não sabe, nem pode precisar este bem, esta felicidade, precisamente porque lhe falta uma metafísica. Traçou, todavia, o itinerário, que será percorrido por Platão e acabado, enfim, por Aristóteles. Estes dois filósofos, partindo dos pressupostos socráticos, desenvolverão uma gnosiologia acabada, uma grande metafísica e, logo, uma moral.
Escolas Socráticas Menores
A reforma socrática atingiu os alicerces da filosofia. A doutrina do conceito determina para sempre o verdadeiro objeto da ciência: a indução dialética reforma o método filosófico; a ética une pela primeira vez e com laços indissolúveis a ciência dos costumes à filosofia especulativa. Não é, pois, de admirar que um homem, já aureolado pela austera grandeza moral de sua vida, tenha, pela novidade de suas idéias, exercido sobre os contemporâneos tamanha influência. Entre os seus numerosos discípulos, além de simples amadores, como Alcibíades e Eurípedes, além dos vulgarizadores da sua moral (socratici viri), como Xenofonte, havia verdadeiros filósofos que se formaram com os seus ensinamentos. Dentre estes, alguns, saídos das escolas anteriores não lograram assimilar toda a doutrina do mestre; desenvolveram exageradamente algumas de suas partes com detrimento do conjunto.
Sócrates não elaborou um sistema filosófico acabado, nem deixou algo de escrito; no entanto, descobriu o método e fundou uma grande escola. Por isso, dele depende, direta ou indiretamente, toda a especulação grega que se seguiu, a qual, mediante o pensamento socrático, valoriza o pensamento dos pré-socráticos desenvolvendo-o em sistemas vários e originais. Isto aparece imediatamente nas escolas socráticas. Estas - mesmo diferenciando-se bastante entre si - concordam todas pelo menos na característica doutrina socrática de que o maior bem do homem é a sabedoria. A escola socrática maior é a platônica; representa o desenvolvimento lógico do elemento central do pensamento socrático - o conceito - juntamente com o elemento vital do pensamento precedente, e culmina em Aristóteles, o vértice e a conclusão da grande metafísica grega. Fora desta escola começa a decadência e desenvolver-se-ão as escolas socráticas menores.
São fundadores das escolas socráticas menores, das quais as mais conhecidas são:
1. A escola de Megara, fundada por Euclides (449-369), que tentou uma conciliação da nova ética com a metafísica dos eleatas e abusou dos processos dialéticos de Zenão.
2. A escola cínica, fundada por Antístenes (n. c. 445), que, exagerando a doutrina socrática do desapego das coisas exteriores, degenerou, por último, em verdadeiro desprezo das conveniências sociais. São bem conhecidas as excentricidades de Diógenes.
3. A escola cirenaica ou hedonista, fundada por Aristipo, (n. c. 425) que desenvolveu o utilitarismo do mestre em hedonismo ou moral do prazer. Estas escolas, que, durante o segundo período, dominado pelas altas especulações de Platão e Aristóteles , verdadeiros continuadores da tradição socrática, vegetaram na penumbra, mais tarde recresceram transformadas ou degeneradas em outras seitas filosóficas. Dentre os herdeiros de Sócrates, porém, o herdeiro genuíno de suas idéias, o seu mais ilustre continuador foi o sublime Platão.
© Texto elaborado por Rosana Madjarof.
OBRAS UTILIZADAS:
DURANT, Will, História da Filosofia - A Vida e as Idéias dos Grandes Filósofos, São Paulo, Editora Nacional, 1.ª edição, 1926.
FRANCA S. J., Padre Leonel, Noções de História da Filosofia.
PADOVANI, Umberto e CASTAGNOLA, Luís, História da Filosofia, Edições Melhoramentos, São Paulo, 10.ª edição, 1974.
VERGEZ, André e HUISMAN, Denis, História da Filosofia Ilustrada pelos Textos, Freitas Bastos, Rio de Janeiro, 4.ª edição, 1980.
Coleção Os Pensadores, Apologia de Sócrates/Platão. São Paulo: Abril Cultural, março 1999.
Coleção Os Pensadores, Defesa de Sócrates/Platão. São Paulo: Abril Cultural, vol. II, agosto 1972.



http://www.mundodosfilosofos.com.br/socrates.htm

ISMÁLIA DE ALPHONSUS GUIMARÃES

ISMÁLIA

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...