quarta-feira, 23 de julho de 2008

FRUTAS: QUANDO COMÊ-LAS?

INFORMAÇÕES ERRADAS
Frutas: quando comê-las?
Sou Profa. Dra. em Nutrição pela Faculdade de Ciências, Farmacêuticas da Universidade de São Paulo e atuo ministrando vários cursos dentro da 'Ciência da Nutrição'.
Foi com muita preocupação que tomei conhecimento de e-mail circulando na Internet, recomendando a ingestão de frutas somente com o estômago vazio, o qual deve ter sido formatado provavelmente por médicos especialistas em Nutrologia (é preciso apenas 1 final de semana para receber este título).
Nutricionista seria o profissional mais indicado para discorrer sobre FRUTAS e talvez não cometesse o erro de falar tantas bobagens, informações descabidas e sem respaldo científico:

1) A FRUTA gasta mais energia para ser digerida que um SORVETE, mesmo tendo valor calórico igual.
POR EXEMPLO_uma maçã e uma bola pequena de sorvete de frutas: ambos tem em torno de 50 calorias, porém, o SALDO CALÓRICO DA MAÇÃ É MENOR, porque gasta muito mais para ser digerida e não é totalmente absorvida por causa da PECTINA, ao passo que o sorvete facilmente passa pelo estômago e logo é 100% absorvido.
Portanto, A MAÇÃ ENGORDA MENOS QUE O SORVETE, mesmo contendo as mesmas 50 caloris, JUSTAMENTE POR GASTAR MAIS ENERGIA NA DIGESTÃO, além de conter vitaminas e minerais.
(graças a Deus!!! e ao seu conteúdo de PECTINA e outras FIBRAS que RETARDAM o esvaziamento do estômago, permitindo assim que os diabéticos possam comê-las sem que haja um aumento na glicemia - teor de açúcar no sangue).

2) A FRUTOSE NÃO SE TRANSFORMA RAPIDAMENTE EM GLICOSE.
SE ASSIM FOSSE, OS DIABÉTICOS ESTARIAM PROIBIDOS DE COMER FRUTAS. Além do mais, a Frutose que é o açúcar das frutas é absorvida mais lentamente que a Glicose, e não precisa de insulina para ser metabolizada. Ela é considerada um monossacarídeo (açúcar simples) que também alimenta o cérebro SEM PRECISAR SER CONVERTIDA.

3) É NEGLIGENTE AFIRMAR QUE A FRUTA NÃO PODE SER CONSUMIDA APÓS O ALMOÇO: MENTIR AA. A melhor absorção do Ferro se faz através da Vitamina C, ou seja, para evitar uma ANEMIA, é preciso comer FRUTAS CÍTRICAS APÓS O ALMOÇO (que geralmente é a refeição com maior conteúdo de Ferro) - para que ele possa ser absorvido.

4) As FRUTAS NÃO passam rapidamente pelo estômago, AO CONTRÁRIO. Justamente pelo seu teor de FIBRAS, elas demoram mais no estômago, especialmente quando ingeridas com CASCA, BAGAÇO E SEMENTES, o que é super positivo para as PESSOAS QUE PRECISAM EMAGRECER. JÁ ESTÁ COMPROVADO CIENTIFICAMENTE QUE POR CONTA DISTO, AS FRUTAS PROMOVEM MAIOR SACIEDADE E SÃO EXCELENTES COADJUVANTES NO EMAGRECIMENTO.

5) O intestino delgado APENAS finaliza a digestão de partículas MUITO pequenas de alimentos. É o estômago o grande responsável pela digestão de TODOS OS ALIMENTOS. Pelo amor de Deus, isso é FISIOLOGIA BÁSICA!!!!

6) AS FRUTAS NÃO FICAM PRESAS NAS BATATAS OU CARNES (O que é isso???). No estômago ocorre a mistura dos
alimentos formando o BOLO ALIMENTAR, onde não se distingue mais o que é fruta ou carne ou batata.

E SIM O QUE É CARBOIDRATO, PROTEÍNA, GORDURA E FIBRA. E é justamente O TEOR DE FIBRA deste BOLO ALIMENTAR que irá determinar a liberação do 'açúcar' ou da gordura.
QUANTO MAIS FIBRA TIVER, OU SEJA, SE A FRUTA FOR COMIDA JUNTAMENTE OU LOGO APÓS AS BATATAS OU CARNES ELA IMPEDIRÁ QUE O EXCESSO DE GORDURA OU DE CARBOIDRATO SEJA ABSORVIDO.
Por isso a recomendação DOS ÓRGÃOS INTERNACIONAIS de que AS REFEIÇÕES DEVEM CONTER PELO MENOS UMA FRUTA.

7) É DESEJÁVEL que haja fermentação das Fibras no intestino grosso (para que as bactérias benéficas produzam substâncias que irão proteger o coração), ou seja, para não haver fermentação de açúcar, é necessário comer FIBRAS. Elas diminuem o risco de câncer e várias outras doenças de alergia no Intestino.
AS FIBRAS SÃO ENCONTRADAS EM VÁRIOS ALIMENTOS , NÃO SÓ EM FRUTAS: VEGETAIS, CEREAIS INTEGRAIS, POR EXEMPLO.

8) Nem todas as Frutas podem ser comidas em jejum.
Depende muito de cada caso. É ERRADO GENERALIZAR. Se o paciente sofrer de gastrite ou úlcera ou tiver hérnia de hiato ou diverticulite ou síndrome do intestino curto NÃO PODERÁ COMER FRUTA EM JEJUM, principalmente as mais ácidas, como abacaxi, maracujá, acerola, manga.
9) Estimular a compra de uma centrífuga também não é conveniente. É UM PRODUTO CARÍSSIMO e nem todos tem acesso. Além do mais, O SUCO AUMENTA MUITO MAIS A GLICEMIA DO QUE A FRUTA, NÃO SENDO RECOMENDADO A
VONTADE PARA DIABÉTICOS, OBESOS, CARDÍACOS, NEM PARA PACIENTES COM SÍNDROME METABOLICA.
Mais uma vez, NÃO PODEMOS GENERALIZAR. CADA CASO É UM CASO!!!!

O Dr. William Castillo, realmente declarou que fruta é melhor alimento e protege contra doenças do coração. MAS JAMAIS ELE DISSE QUE ELA DEVERIA SER CENTRIFUGADA OU COMIDA EM JEJUM, OU AINDA FALOU
CONCEITOS ERRADOS DE FISIOLOGIA DA NUTRIÇÃO!!!

10) Café e pão branco com manteiga NÃO LEVAM O DIA INTEIRO PARA SEREM DIGERIDOS E NÃO SÃO 'LIXOS'. Os trabalhos científicos revelam que esta composição de refeição pode levar em torno de 2 horas para ser digerido, deixar o estômago, ser absorvidos no intestino e chegar no sangue. É UMA BOA FONTE DE ENERGIA PARA PESSOAS COM BAIXA CONDIÇÃO FINANCEIRA, por exemplo.
O QUE NÃO ANULA A IMPORTÂNCIA DOS PÃES INTEGRAIS E O ACRÉSCIMO DE FRUTAS NO CAFÉ DA MANHÃ.

11) É difícil manter um cardápio só de Frutas. Haja visto porque a 'Dieta do abacaxi' (e de outras frutas) fracassou!!!

Os chineses e os japoneses têm hábitos alimentares saudáveis, comem alimentos funcionais e praticam Atividade Física. Tem baixos índices de doenças do coração, mas por conta do uso dos chás quentes, são a população com maior índice de câncer de esôfago e
estômago.
Cada vez mais os cientistas do mundo inteiro,inclusive os do Brasil, descobrem os benefícios dos diferentes chás da natureza.
MAS CUIDADO COM TEMPERATURAS EXTREMAS, ELAS PODEM DAR CÂNCER.
Bebidas geladas NÃO SOLIDIFICAM A GORDURA!!!
Mais uma vez FISIOLOGIA BÁSICA: o estômago tem a função de igualar a temperatura dos alimentos e formar o bolo alimentar. Tanto faz a temperatura, pois o estômago vai fazer este papel. É bem verdade que alimentos mais mornos do que frios FACILITAM A DIGESTÃO.
Profa. Dra. Fernanda Beraldo Michelazzo
(EU DIGO: POR FAVOR, REPASSEM ESTE EMAIL.
EDUCAÇÃO É A SAÍDA PARA UMA MELHOR SAÚDE.
MAS EDUCAÇÃO COM RESPONSABILIDADE!!!)

PERCEPÇÃO E INTELIGÊNCIA

Percepção e inteligência
Prof. Luiz Machado - 28/05/2007


A palavra percepção é formada pelo prefixo latino per– que indica “através de”, “por intermédio de” e cepção, do latim ¬–“ceptio”, derivado do verbo capere (Pronuncia-se /cápere/), “tomar, agarrar, pegar”. Assim, percepção indica a “ação de adquirir conhecimento (de algo) por meio dos sentidos comuns”.

Referimo-nos a “sentidos comuns” porque consideramos a existência de outros sentidos que são exercidos por atividades mentais além do limite da consciência. Neste caso, forjamos a palavra subceber, com o mesmo elemento –cepção, para indicar não o que é percebido pelos sentidos comuns, mas sim o que é subcebido, isto é, ”captado” abaixo destes. Criamos também o verbo subceber para indicar o que é captado pela subcepção.

A palavra percepção, no campo da aquisição de conhecimentos, liga-se a cognição, que é a operação do intelecto pela qual captamos dados e informações e os estruturamos. A cognição é comumente considerada como a mais importante das funções cognitivas, mas nós consideramos a percepção ainda mais importante que ela.

Muita gente fala em percepção como sinônimo de inteligência, mas esta vai operar dentro dos limites do que foi percebido e do que foi captado e estruturado pela cognição. Mas percepção e inteligência não são sinônimos, pois a inteligência vai acontecer dentro dos limites do que foi percebido e conhecido pelos sentidos, quer comuns, quer especiais.

Assim, para aumentar a inteligência, devemos ampliar a percepção e a cognição. Surge, então, a perguntar: “E como fazemos isso?” – Primeiramente, por uma disposição de fazê-lo, um propósito de ampliar a percepção para aumentar a inteligência. A mesma coisa com a cognição, procurando agudizar os sentidos. Depois, tornar significativa a aquisição de conhecimentos, desenvolvendo a curiosidade, para entender tudo que puder em profundidade, indo às origens dos conhecimentos, vale dizer, tornando a aprendizagem significativa, como fizemos, por exemplo, com as palavras percepção e subcepção no início deste artigo.

A esta altura, os leitores se perguntam: mas como ampliar a percepção? Respondemos: de várias maneiras, inicialmente pela convicção de que ela pode ser ampliada; em seguida, aprendendo como os grandes pensadores, filósofos, viram o mundo, como perceberam coisas que nós não vimos. Os grandes filósofos, os cientistas célebres apenas viram, perceberam coisas despercebidas pelos outros seres humanos. Mas há uma maneira bem prática de ampliar a percepção, pelo exercício de encontrar analogias.

A palavra analogia vem do grego ana, neste caso, com o sentido de “de acordo com” e –lógos, neste caso, com o sentido de “proporção” e indica o processo de pensar encontrando relações do tipo: “a luva está para a mão, assim como a meia está para o pé”. Essa é uma analogia bem simples, mas o processo pode ir se aprofundando, pois as analogias são ilimitadas e cada vez que elas se distanciam do objeto inicial, a percepção vai se ampliando.

Também, para ampliar a percepção, precisamos ter múltiplos e variados interesses. O especialista que só se interessa pelos assuntos de sua especialidade restringe sua percepção, desfavorecendo o processo de encontrar novas soluções, mesmo dentro de sua especialidade.
Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia

A SOMA DOS TALENTOS

A soma dos 'Talentos'

Se a nota dissesse:
'Não é uma nota que faz uma música'.
...não haveria sinfonia.


Se a palavra dissesse:
'Não é uma palavra que pode fazer uma página'.
...não haveria livro.


Se a pedra dissesse:
'Não é uma pedra que pode montar uma parede'.
...não haveria casa.

Se a gota dissesse:
'Não é uma gota que pode fazer um rio'.
...não haveria oceano.


Se o grão de trigo dissesse:
'Não é um grão de trigo que pode semear um campo'.
...não haveria colheita.


Se o homem dissesse:
'Não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade',
jamais haveria justiça e paz, dignidade
e felicidade na terra dos homens.


Como a sinfonia precisa de cada nota.
Como o livro precisa de cada palavra.
Como o oceano precisa de cada gota de água.
Como a casa precisa de cada pedra.
Como a colheita precisa de cada grão de trigo.
A humanidade inteira precisa de ti, pois onde
estiveres, és único e, por tanto, insubstituível.

Autor Michel Quoist

terça-feira, 22 de julho de 2008

FENG SHUI INTERIOR

Feng Shui Interior

A bagunça é inimiga da prosperidade. Ninguém está livre da desorganização.
A bagunça forma-se sem que se perceba e nem sempre é visível.
A sala parece em ordem, a cozinha também, mas basta abrir os armários
para ver que estão cheios de inutilidades.
De acordo com o Feng Shui Interior - uma corrente do Feng Shui que
mistura aspectos psicológicos dos moradores com conceitos da
tradicional técnica chinesa de harmonização de ambientes - bagunça
provoca cansaço e imobilidade, faz as pessoas viverem no passado,
engorda, confunde, deprime,tira o foco de coisas importantes, atrasa a
vida e atrapalha relacionamentos.
Para evitar tudo isso fique atento às OITO REGRAS PARA DOMAR A BAGUNÇA:

1. Jogue fora o jornal de anteontem.

2. Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma velha.

3. Tenha latas de lixo espalhadas nos ambientes, use-as e limpe-as diariamente.

4. Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário de
acordo com a cor e fique só com as que utiliza mesmo.

5. Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora.

6. Todo dia 30, por exemplo, faça limpeza geral e use caixas de
papelão marcadas: lixo, consertos, reciclagem, em dúvida, presentes,
doação. Após enchê-las, jogue tudo fora.

7. Organize devagar, comece por gavetas e armários e depois escolha um
cômodo, faça tudo no seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na
sua vida.

8. Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as nossas energias.

Conheça cada dessas ações para evitar a 'crise energética pessoal'.

1. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa
alimentação,hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre
colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem
com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a
manutenção da saúde energética.

2. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos
disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de
trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal
comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a
energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de
alimentar ainda mais os conflitos.
Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar
atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados
podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e
atrai mais negatividade para nossas vidas.

3. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também
esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos
durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas
e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o
prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos
negativos. Medo e culpa
também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro
lado, os sentimentos positivos, 'como a amizade, o amor, a confiança,
o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o
bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos
projetos e superar os obstáculos.

4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é
focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram
mais fáceis:'bons tempos aqueles!', costumam dizer. Tanto os
saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto àqueles
que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no
passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem
esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização,
deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente
que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e
culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais
perdoamos,menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao
alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o
perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer
seus caminhos livres,abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar
os outros e si mesmo, fica 'energeticamente obeso', carregando fardos
passados.

6. Mentira pessoal -Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar
as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar
papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a
vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o
intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com
pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos
relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é
preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa
individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos
recarrega. Quem cuida da vida do outro,sofrendo seus problemas 'e
interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para
construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a
frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as
pessoas,causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a
vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os
documentos,alé m de fazer uma faxina no que está sujo. À medida que
ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente
e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar
as tarefas é outro 'escape' de energia. Todas as vezes que você vê,
por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe 'diz'
inconscientemente: 'você não me
terminou! Você não me terminou!' Isso gasta uma energia remenda. Ou
você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o
trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do
autoconhecimento, da disciplina e da terminação fará com que você não
invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão
seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento
energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O
homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e
desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A
competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades
agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos
sugam e são sugados em suas energias vitais.

Vamos tentar melhorar nossa energia pessoal.

Atitudes erradas jogam energia pessoal no lixo. *

Posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger a
entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou ter
fontes d'água para acalmar o ambiente, são medidas que se tornarão
ineficientes se quem vive neste espaço não cuidar da própria energia.
Portanto, os efeitos positivos da aplicação do Feng Shui nos ambientes
estão diretamente relacionados à contenção da perda de energia das
pessoas que moram ou trabalham no local. O ambiente faz a pessoa, e
vice-versa.

A perda de energia pessoal pode ser manifestada de várias formas, tais como:

a falha de memória (o famoso 'branco');

o cansaço físico,

o sono deixa se ser reparador;

o ocorrência de doenças degenerativas e psicossomáticas,

a prosperidade e a satisfação diminuem -

os talentos não se manifestam mais por falta de energia,

o magnetismo pessoal desaparece,

medo constante de que o outro o prejudique,

aumentando a competição,

o individualismo e a agressividade,

falta proteção contra as energias negativas e aumenta o risco de
sofrer com o 'vampiro energético'. *

' A Felicidade está na jornada e não no destino. '

Frase do filme Poder além da Vida

Enviado por KÁTIA SÉRVIO, AO GRUPO DE ESTUDOS METAPHOENIX

segunda-feira, 21 de julho de 2008

CONFIAR

Confiar
:: Elisabeth Cavalcante ::


A mais importante chave para o crescimento interior é o desenvolvimento da confiança. Não se trata de confiar em alguém ou em algo exterior, mas sim desenvolver uma sólida confiança em si.

Todos nós precisamos aprender a sermos nós mesmos, cada vez mais.
Para tanto, devemos nos libertar de todos os valores, opiniões e regras que nos foram impostas como sendo a única verdade válida para nossa vida.
Confiar na voz do próprio coração é muito mais complexo do que parece à primeira vista.

Isto porque, para muitos, esta frase se refere a uma atitude absolutamente desconhecida, tamanho é o estado de inconsciência em que vivem. Somente através de um esforço de vontade podemos alcançar um estado permanente de observação interior, que nos permitirá permanecer o tempo todo conscientes do que sentimos ou o que de fato desejamos.

Para que isto aconteça, é útil analisarmos situações de vida em que tomamos decisões baseadas não naquilo que desejávamos, mas no que esperavam de nós. É interessante que nos perguntemos qual teria sido realmente nossa decisão se tivéssemos seguido nosso coração.

Quanto mais nos dedicarmos a esta prática, mais ela se tornará natural e, aos poucos, passaremos a viver num estado permanente de autenticidade e a confiarmos mais em nosso próprio guia interior do que nas opiniões alheias.

Todos os dias nos apresentam inúmeras oportunidades de observar nossos sentimentos e como reagimos diante dos acontecimentos, desde os mais complexos e desafiadores, até os mais corriqueiros. Se nos mantivermos alertas, poderemos obter grandes insights sobre quem de fato somos e do que realmente precisamos para ser felizes.

Confiar na voz do coração é, em síntese, confiar na vida e acreditar que ela se revela, a cada momento, dentro de nós; nos envia respostas para todas as nossas dúvidas e inquietações e está sempre pronta para nos conduzir ao encontro de nossa própria fonte de amor e sabedoria.

“ Uma vez que você fica sensível ao mundo ao seu redor, sua sensibilidade pode ser virar para o interior, para seu lar interno. É a mesma sensibilidade com que você ouve um rouxinol cantar, com que você sente o calor do sol, com que você cheira a fragrância de uma flor. É a mesma sensibilidade que agora tem que se virar para dentro. Com a mesma sensibilidade, você vai provar você, cheirar você, ver você, tocar você.

Use o mundo como um treinamento para a sensibilidade. Lembre-se sempre: se você puder ficar cada vez mais sensível, tudo vai ser absolutamente certo. Não se torne embotado. Deixe todos os seus sentidos ficarem afiados, o tom afiado, vivo, cheio de energia. E não tenha medo da vida. Se você tiver medo da vida, ficará insensível para que ninguém possa feri-lo.

Faça o que tem de fazer resolutamente, com todo o seu coração. Lembre-se da ênfase no coração. A mente jamais pode ser uma - por sua própria natureza ela é muitas. E o coração é sempre um - pela sua própria natureza ele não pode ser muitos. Você não pode ter muitos corações, mas você pode ter muitas mentes. Por quê? Porque a mente vive na dúvida e o coração vive no amor. A mente vive na dúvida e o coração vive na confiança. O coração sabe como confiar - é a confiança que o torna um. Quando você confia, de repente você fica centrado.

Quero que as pessoas conheçam a si mesmas, que não sigam as expectativas dos outros. E a maneira é indo para dentro”.
(Osho) - The Dammaphada / A Busca

Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.
Conheça o I-Ching
Email: elisabeth.cavalcante@gmail.com

quinta-feira, 17 de julho de 2008

OS TRABALHADORES DA LUZ E OS PRÓXIMOS PASSOS

Queridos Trabalhadores da Luz, depois das poderosas energias do Solstício de Junho, as energias continuam a intensificar-se à medida que se movem em direcção da abertura do Portal de Leão de 2007, que ocorre de 26 de Julho a 12 de Agosto.
Como sabem, meus queridos, este é o momento em que a Terra começa seu novo ciclo de evolução espiritual. É o que chamaríamos de a celebração do “Novo Ano” planetário. Nesta altura o sol alinha-se com Sirius no céu das primeiras horas da manhã no Hemisfério Norte, um evento que os antigos Egípcios conheciam como o “ressurgimento helicoidal” da estrela Sirius. Os “dois sóis” da Terra alinham-se no céu, anunciando a abertura do portal estelar de Sirius, enquanto poderosos códigos e energias evolutivas são transmitidas para a Estrela Azul Terra pela Estrela Azul Sol ou Sirius.
Mas, queridos Trabalhadores da Luz, aqui em 2007, vocês não estão apenas a começar um novo ciclo anual, como é indicado pela abertura do portal estelar, vocês estão também entrando nesse novo ciclo de tempo que os levará para dentro daquele momento que os Maias chamam de “Cosmogênese”, ou a criação de um novo Dia Cósmico. Isto está programado para ocorrer em 2012, de acordo com o calendário Maia, e o seu registo de tempo "galáctico".
Neste ponto presente, vocês estão entrando num novo ciclo de nove anos que se completará em 2016. Por essa altura, vocês já terão experienciado a Cosmogênese, ou o que chamaríamos de Co-Criação de um Novo Dia Cósmico, com a Fonte e o Espírito..
Sim, amados, não é apenas a Terra que está se movendo para um ciclo de renascimento e renovação, é também a própria Galáxia e o Cosmos. O vosso trabalho, entretanto, como habitantes ou crianças da Terra, é despertarem-se para o vosso verdadeiro trabalho como Co-Criadores, e estarem prontos para co-criar a Nova Terra com a Fonte. É para isso que estão aqui, as escolhas que vocês fizerem agora determinará o que criarão com a Fonte. É tempo de libertar todas as ilusões e começar a criar a partir da absoluta verdade e luz.
Saibam meus queridos, que à medida que a luz se intensifica na vossa Galáxia e na vossa Terra, apenas criações de luz e amor incondicional criarão raízes e sobreviverão. Tudo que for baseado no medo e exploração será revelado pelo que é, e rejeitado por aqueles que buscam a paz, amor e alegria nas suas vidas.
Queridas almas, que dádiva isto é, pois pela primeira vez, vocês, a humanidade, como anjos humanos, são privilegiados por co-criar com o Espírito. O que escolherem e o que criarem nesta hora colocará as fundações para o Novo Ciclo e para a Nova Terra. Assim, não podemos dar a suficiente ênfase – AGORA é a hora de escolher a vida, amor, paz, alegria e beleza. Agora é momento de afirmar Quem Vocês São e criar a partir da essência. A Terra aguarda as vossas escolhas, vocês são os criadores. Nós dos reinos angélicos estamos aqui para apoiar as vossas escolhas e as vossas criações. Nós nos rejubilamos quando vemos as escolhas positivas e amorosas que estão fazendo no vosso trabalho como co-criadores da Nova Terra.
Assim, neste mês de Julho, enquanto vocês entram nas novas energias, nós vemos muitos de vocês guiados para certos lugares e rituais de amor. Muitos de vocês escolheram o dia 7 de Julho como a hora de honrar as energias de 07 07 07 e da abertura de novos portais estelares no processo de “re-conexão” galáctica da Terra. Outros escolheram o dia 17 de Julho como o momento deles para uma re-conexão global, já que foram guiados pela sua orientação interior. Pedimos que honrem estes momentos, já que eles são preparações para as poderosas energias da Cosmogênese e Renovação que se derramará através do Portal de Leão no final de Julho e inicio de Agosto.
Criar em Perfeito Equilíbrio e através da Sagrada União
Meus Amados, em Junho vocês honraram o Feminino Divino e as energias da Deusa tripla. Em Julho, e em Agosto, o Feminino Divino apresenta-se para se encontrar com a sua contraparte Divina, o Masculino Divino, para criar o “fogo” perfeito ou “chama sagrada”, conhecida como a “Chama Gêmea”. Isto é marcado no céu do vosso mundo pela União Sagrada das duas energias no surgimento helicoidal de Sirius, pois Sirius representa as energias de Isis, a Grande Mãe, e o sol representa a energia masculina de Herakuti-Osiris. Na união sagrada deles, está o perfeito equilíbrio da Paixão e Criatividade para co-criar com o Espírito.
E, à medida que vocês passam para o signo do sol de Leão, a Deusa se manifesta como a Deusa do Fogo, impetuosa, calorosa, sensual, a forja perfeita para a transformação final da Cosmogênese.
Queridos Trabalhadores da Luz, as energias serão intensas, elétricas, apaixonadas, turbulentas, criativas! Permaneçam no vossos centro de Luz e Paz, e permaneçam calmos e Serenos. Caminhem a vossa trajetória com Graça e Dignidade e no Amor Incondicional.
Tudo está mudando e renascendo em níveis bem profundos. Os elementais estão fazendo um amor apaixonado enquanto eles renascem a eles mesmos em níveis profundos e sub-atômicos. Queridos, vocês não são os seres que eram há dez anos atrás. Estão diferentes, a Terra está diferente. Vocês estão mais iluminados e brilhantes, são os Anjos Humanos que estão renascendo a Nova Terra e a Nova Sociedade. Fluam com as energias de Paz, Alegria e Amor.
O Novo Trabalho e os Novos Contratos e a “Quarta Onda”
Caros Trabalhadores da Luz, muitos de vocês completaram os vossos “contratos” para o período da pré-cosmogênese. Vocês estão se dirigindo agora para assumir novos contratos e novo trabalho para o qual têm sido treinados e preparados.
Para muitos de vocês, isto envolve entrar em uniões de companheiros de alma, e trabalhar como uma “equipa” e dentro de um relacionamento ou “Sagrada União”. Estas energias amorosas e criativas e apaixonadas serão uma parte integrante de como vocês experienciam a Nova Terra e as novas energias neste período que conduz em direção ao momento da Cosmogênese.
Assim, para muitos de vocês, este é o momento de seguir e desempenhar o vosso potencial completo e permitir que o mundo veja quem vocês realmente são. É hora de expressar o vosso poder e permitir que a vossa luz seja vista. Enquanto a energia do Portal de Leão se derrama sobre a Terra, haverá um despertar em massa que nós chamaremos de a “Quarta Onda”.
Aqueles da “Quarta Onda” não são da família de Trabalhadores da Luz como vocês são, mas são pessoas “comuns” que repentinamente despertarão para quem eles são e buscarão a família de Trabalhadores da Luz para ajudá-los, e buscarão a se tornarem um com a família de Trabalhadores da Luz nesta altura. Eles estarão desorientados e ansiosos ao que estará acontecendo a eles enquanto a energia acelera os acontecimentos na vida deles. Querida família dos Trabalhadores da Luz, será o vosso trabalho ajudá-los ao fazer a vossa luz brilhar e ao viver a vossa verdade, mostrar a eles que os humanos podem ser equilibrados e abundantes nas novas energias..
Vocês têm sido treinados e preparados para este tempo por muitas vidas, e por milhares de anos. Agora é a hora de despertar. Agora é a hora de Criação.
É a hora da Cosmogênese – uma Nova Realidade e um Novo Nascimento Cósmico.
As Energias em Julho
O Sol estará em Câncer, um signo da água, até o dia 23 de Julho, quando ele se move para o signo de Leão. Assim, a suave e estimuladora energia de Câncer abrirá caminho para a fogosa paixão de Leão no Portal de Leão.
A Lua Nova estará em Câncer no dia 14 de Julho. A Lua de água é pacifica, suave, amorosa e profunda. A Lua está na sua própria casa aqui, e assim representa um ótimo momento para plantar sementes de alegria e amor feminino, e para celebração do amor e poder da Deusa interior.
A Lua Cheia no dia 30 de Julho estará em Aquário, com o Sol em Leão. A Lua Cheia de Aquário, na época do Portal de Leão, transmite a máxima energia da Nova Era. Este é um tempo poderoso. Respeitem estas energias a honrem-nas em meditação e rituais de luz.
Mercúrio estará retrógado até o dia 9 de Julho, fornecendo tempo para a reflexão e meditação, antes de se movimentar para frente uma vez mais para dentro das poderosas novas energias.
Júpiter e Plutão estão ambos retrógados em Sagitário, e o Centro Galáctico está a 26 graus de Sagitário. Estes alinhamentos planetários estão providenciando o poder galáctico que é o motor destas profundas mudanças e transformações.
Meus queridos, o Novo Dia está aqui. Desejamos que estejam bem enquanto criam a Nova Terra. Pois, este é o vosso destino, e é a hora de despertar e de expressar Quem Vocês São. Pois vocês São as Crianças das Estrelas.Vocês são a Essência Divina na Forma Humana. São Poderosos Criadores.
Vocês São.
Agora é a Hora!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

PSICOLOGIA HUMANISTA

Com o propósito de uma apresentação da teoria Humanista de Carl Rogers,
foram levantados alguns pontos divergentes e convergentes com as teorias
de Skinner e Freud, e com isso pode-se perceber com mais clareza, o
quanto estes três teóricos trouxeram contribuições significativas para a
Psicologia. Segundo Milhollan e Forisha (1978), o Humanismo tem sua base
na Filosofia, ciência “mãe” da Psicologia, é uma doutrina ou atitude que
se situa expressamente numa perspectiva antropocêntrica, em domínios e
níveis diversos, assumindo com maior ou menor radicalismo as
conseqüências daí decorrentes, manifestando-se o Humanismo nos domínios
da lógica e da ética. No aspecto lógico aplica-se às doutrinas que
afirmam que a verdade ou a falsidade de um conhecimento se definem em
função da sua fecundidade e eficácia relativamente à ação humana; no
aspecto ético, aplica-se àquelas doutrinas que afirmam ser o homem o
criador dos valores morais, que se definem à partir das exigências
concretas, psicológicas, históricas, econômicas e sociais que
condicionam a vida humana. Essa capacidade do homem é que o torna capaz
de modificar seu auto-conceito, suas atitudes e seu comportamento auto
dirigido e que para mobilizar esses recursos basta proporcionar um clima
de atitudes psicológicas facilitadoras, passíveis de definição. Dessa
forma ele tira o “poder” das mãos do terapeuta o coloca nas mãos do
próprio cliente (Rogers, 1977). Para compreendermos melhor como se dá
esse processo, buscou-se descobrir o nível de distanciamento e
aproximação existente entre os três grandes ramos da Psicologia: a
Psicanálise, o Behaviorismo e o Humanismo.


Abordagem Centrada na Pessoa:


Rogers (1977, pg. 31), firmou-se em seis passos para fundamentar essa
abordagem:


Em primeiro lugar, devido a experiências difíceis e frustrantes vividas
por Rogers, na utilização das técnicas usuais na época, ele mudou sua
forma de atendimento, passando a apenas ouvir de maneira compreensiva o
cliente tentando transmitir-lhe esta compreensão, o que ele considerou
ser uma força poderosa na mudança terapêutica da pessoa.
*


Em segundo lugar, ele percebeu que a atenção empática constituía uma das
janelas menos nubladas de acesso ao funcionamento do psiquismo humano,
em todo o seu complexo mistério.
*


Em terceiro lugar, a partir das observações faz-se inferências simples e
formulação de hipóteses testáveis.
*


Em quarto lugar, testando tais hipóteses houve descobertas sobre as
pessoas e as relações interpessoais, cujos dados e teorias levantados,
mudavam à medida que surgiam novas descobertas, num processo dinâmico
que continua até este exato e preciso momento.
*


Em quinto lugar, Roger descobriu que os aspectos básicos que propicia
mudanças nas relações interpessoais de cada indivíduo, era inerente à
própria pessoa. Através de dados obtidos em diversas experiências que
realizou, ele chegou à conclusão de que esses aspectos eram de ampla
aplicabilidade, podendo promover ou destruir mudanças auto dirigidas,
quando liberados.
*


Em sexto lugar, as situações abrangem pessoas, mudanças em seu
comportamento e efeitos de diferentes tipos de relações interpessoais
estão presentes em quase todos os empreendimentos humanos, o que para
Rogers significou que sua abordagem poderia ter uma aplicação universal.
Para ele, essa abrangência da sua abordagem é que pode explicar a sua
espantosa disseminação.


A partir dos seis passos acima, é possível verificar que, sendo o homem
considerado como um todo, um ser biopsicossocial, tudo o que envolve sua
vida, seus sentimentos, crenças e, sendo esse ativo, ele é produto e
produtor da sua história, sendo também considerado por este motivo, o
momento cultural em que está inserido. Optar pela filosofia humanística,
significa chegar às mudanças sociais a partir do desejo humano de
mudança e da potencialidade para realizá-la, e não a partir do
condicionamento, o que resulta numa filosofia política profundamente
democrática, ao invés da administração a cargo de uma elite, e
obviamente essa postura traz conseqüências, por ser “revolucionária”.
(Millollan e Forisha, 1978)


Foi em 1940 que Carl Rogers fez a primeira tentativa de cristalizar por
escrito alguns dos princípios e das técnicas de um novo método em
terapia, um método que foi rapidamente rotulado de “consulta psicológica
não diretiva”. Dois anos mais tarde foi publicado “Couseling and
Psycotherapy: New Concepts in Practice”. Neste volume era exposta a
prática dos princípios utilizados no domínio da consulta psicológica
cuja finalidade era libertar as capacidades individuais de integração.


A construção teórica de Rogers gira em torno da construção do “eu”, de
suas relações, interações, capacidades, habilidades etc. Acreditando por
constatação, que o homem é capaz de lidar consigo mesmo, com sua
situação psicológica, com auto compreensão e auto direção inteligente, é
que o psicoterapeuta que se utiliza dessa abordagem é um profissional
“facilitador” para que o cliente tenha seus sentimentos reelaborados,
levando-o a um crescimento contínuo.


Trinta e sete anos após Rogers ter falado isso pela primeira vez, e
provocado um alvoroço, ele faz uma avaliação do quanto fora ousado, pois
isso era exatamente o oposto de tudo na época, mas que o tempo se
encarregou de mostrar como essa “política” foi tão melhor sustentada
empiricamente ao longo dos anos. O tempo fortaleceu sua posição e seus
pressupostos ganharam cada vez mais, maiores números de adeptos. Rogers
descreve seu pressuposto como: “a hipótese gradualmente formada e
testada de que o indivíduo tem dentro de si amplos recursos para
autocompreensão, para alterar seu conceito, suas atitudes e seu
comportamento autodirigido – e que esses recursos só podem emergir se
lhe for fornecido um determinado clima de atitudes psicológicas
facilitadoras” (Rogers, 1983).


Para Rogers (1975) há no homem uma tendência natural para o crescimento,
o que ele chamou de Tendência Atualizante , que o leva naturalmente ao
desenvolvimento completo, e que está presente em todos os organismos
vivos. Essa é a pedra fundamental na qual se apóia a Abordagem Centrada
na Pessoa. Essa Tendência pode ser impedida, mas não pode ser destruída
sem que se destrua o organismo. Ele cita como exemplo, plantas que nas
condições mais adversas, buscam uma fresta de luz, na direção da qual
crescem mesmo que isso a deforme. Qual é o clima que pode favorecer um
indivíduo que por diversos motivos viveu em ambientes que de certa forma
lhe distorceram o comportamento? Há três elementos chaves para que isso
possa acontecer:


• Congruência – ou seja, autenticidade absoluta da parte do terapeuta
para com o cliente. O terapeuta deve ser ele mesmo, sem “fachada” de
profissional. O termo transparência dá um maior significado a esse
conceito. O terapeuta deve expressar completamente seus sentimentos
positivos, sejam de compaixão, compreensão, como também seus sentimentos
negativos, como medo, e nunca suas opiniões ou julgamentos sobre o
cliente. Quando o cliente percebe que o terapeuta se dá o direito de ser
autêntico, ele pode descobrir essa mesma liberdade.


• Aceitação Incondicional – O terapeuta deve mostrar uma atitude de
aceitação que permita ao cliente vivenciar qualquer sentimento. Isso
exige o não envolvimento do julgamento e da manipulação, ou do rotular o
cliente. Quando isso flui de uma maneira natural a probabilidade de
sucesso no processo terapêutico é maior. O terapeuta não pode encarar
isso como uma obrigação, deve fazer parte do seu processo de
relacionamento com as pessoas, principalmente com o cliente.


• Compreensão empática – O terapeuta “entra” no campo fenomenal do
cliente, sente seus sentimentos, e procura entender seus significados
pessoais como estão sendo vivenciados pelo cliente. Ser empático não é
uma técnica, é uma atitude desenvolvida ao longo da vida da pessoa, que
leva o terapeuta a vivenciar o mundo interno do indivíduo para ajudá-lo
a expressar o que está sentindo, não pensar “pelo” cliente e sim “com” o
cliente.


À medida que o cliente sente que existe um momento, e uma pessoa, que
acredita nele, o aceita, o escuta com atenção, o aprecia, ele se torna
mais capaz de abandonar suas fachadas e se mostrar mais claramente como
realmente é. Ao se ouvir, o cliente começa a se entender, muda suas
percepções, e o poder que os outros tinham sobre ele começa a diminuir e
ele passa a ter mais controle sobre si mesmo. Quanto mais aberta ao
próprio crescimento, a pessoa se sente mais segura, menos defensiva, e
mais propensa a crescer e mudar em direção ao seu desenvolvimento. Este
tem que ser um processo natural na vida do cliente, sem que o terapeuta
o direcione, o sugestione. O poder é do cliente e não do terapeuta, esse
só deve criar o clima favorável para que esta capacidade interna do
cliente se manifeste.(Rogers, 1961)


FREUD, ROGERS E SKINNER


• Pontos divergentes e convergentes entre as três teorias


Rogers surgiu numa época de grandes divergências entre as correntes da
Psicologia. Havia uma grande discordância entre os diversos segmentos,
mais fortemente em dois deles: a linha psicanalítica e a linha
experimentalista. Rogers se contrapõe mais diretamente à teoria
skineriana, que parecia reduzir o homem a uma visão mecânica e
reducionista. No entanto Rogers no decorrer de seus estudos soube
aproveitar muito da teoria de Skinner. (Milhollan e Forisha, 1978)


Um dos pontos mais divergentes entre a teoria psicanalítica, o
behaviorismo e a Abordagem Centrada na Pessoa é no que diz respeito à
natureza humana, ou seja, a concepção de homem, a visão e a percepção
que o terapeuta possui, e com que visão este profissional conduzirá seu
trabalho. Outro ponto que deve ser considerado é o processo experiencial
e o contexto sociocultural e histórico de cada teórico.


Freud foi o criador da Psicanálise, além de influenciar várias áreas do
conhecimento, viveu metade de sua vida durante o século passado e quase
quatro décadas deste século, o que proporcionou uma outra visão do
mundo, e ainda, sempre foi discriminado e por fim perseguido na Segunda
Guerra, devido sua origem judaica. Sua época foi marcada pela
austeridade social, onde a mulher era confinada ao seu papel de esposa e
mãe, sem direitos políticos e sociais, seu papel era de procriadora e
mantenedora do lar. As mulheres que se aventuravam a qualquer coisa que
fosse além disso, eram mal vistas pela sociedade castradora e austera
vigente.


Skinner foi contemporâneo de Rogers, mas sua visão de homem era
basicamente científica, e a partir dos estudos experimentalistas que já
existiam, ele estruturou e sistematizou a causalidade entre a formação
do comportamento e os estímulos ambientais. Skinner se contrapunha
diretamente à escola psicanalítica. Rogers viveu durante este século
recebendo uma educação afetiva, apesar de ser rígida, fundamentada na
religião cristã, da qual ele se desvinculou mais tarde. Participou dos
conflitos sociais nos anos 60, os quais trouxeram muitas mudanças
sociais. Ele iniciou seu trabalho como psicólogo no momento em que os
profissionais da época se dividiam entre o método psicanalítico e o
comportamental, ele se opõe aos dois e inicia uma forma própria e
peculiar na sua forma de atendimento, que foi chamada de “não-diretiva”
e que se constitui na terceira força da Psicologia.


Freud via a pulsão de vida e a pulsão de morte, como faces da mesma
moeda, dando a Eros e Tânatos o mesmo peso (Laplanche, 1998). Para ele,
o homem é possuidor de um permanente conflito entre forças antagônicas
existentes em seu interior. O Id totalmente inconsciente, faz tudo o que
é possível para atingir seus objetivos, ou seja, livrar-se da pressão de
energia das quais é o próprio produtor e reservatório. O Ego tenta a
todo custo servir de mediador entre as exigências do Id e as exigências
da realidade externa. O Superego, o aliado da cultura, na perpetuação
das normas e dos valores sociais. Para Freud a natureza humana é
determinada, sobretudo, pelas pulsões e forças irracionais, oriundas, do
inconsciente; pela busca de um equilíbrio homeostático; e pelas
experiências vividas na primeira infância. Em uma de suas conferências,
Freud fala da vileza, egoísta da natureza humana e o fato de que o homem
não é muito digno de confiança no que se refere à sua sexualidade e seus
desejos reprimidos, que vinham à tona de várias formas, uma delas
através de atitudes de agressividade. Pontuou ainda sobre a guerra que
devastou a Europa, dando a entender que tanta destruição não poderia ser
desencadeada por uns poucos homens ambiciosos e sem princípios, se essas
tendências destrutivas não existissem na maior parte da humanidade. A
sociedade se vale de tanta hostilidade, e ainda precisa fazer uso da
coerção, porque o organismo do homem era grandemente dominado pelas
pulsões destrutivas, predominando a hostilidade o que facilita a coerção
social, como elemento coibidor deste aspecto tão forte de sua natureza.


“Até o início da idade adulta, na maioria das sociedades, o Id terá sido
domesticado. Quando não o é, o indivíduo costuma ser considerado muito
especial, louco, mal, sagrado, ou qualquer combinação dos quatro.”
(Kline, 1988) Toda obra de Freud tem afirmações sobre o pessimismo com
relação ao homem, quer quando se refere ao “princípio do prazer” quer
quando se refere a repressão necessária para suplantar a marcante
hostilidade presente, em cada um de nós. Mas, ao que parece, ao longo de
sua história, Freud reformulou alguns dos seus pontos de vista, passando
a enfatizar também outros aspectos do homem. “Por fim veio a reflexão de
que, afinal de contas, não se tem o direito de desesperar por não ver
confirmadas as próprias expectativas; deve-se fazer uma revisão dessas
expectativas” [1]


Diferentemente da teoria Psicanalítica, Rogers destaca a grande
confiança que sente pelo homem. Essa confiança é baseada, através de
experiências clínicas e comunitárias, resultados de pesquisas realizadas
por ele e por seus colaboradores, em várias partes do mundo. Ele
assinala que: “Acabei por me convencer de que quanto mais um indivíduo é
compreendido e aceito, maior sua tendência para abandonar as falsas
defesas que empregou para enfrentar a vida, maior sua tendência para se
mover para a frente”. (Rogers 1961, pg.31). Se o homem não possui lesões
ou conflitos estruturais profundos, apresenta essa capacidade, o que é
uma característica inerente ao homem que não depende do processo de
aprendizagem, mas sim de uma estrutura da qual participou, num clima de
calor humano, sem ameaçar ou desafiar a imagem que a pessoa faz de si
mesma. Quanto mais livre o homem for, para tornar-se o que ele é no mais
fundo do seu ser, para agir conforme sua natureza, como um ser capaz de
perceber as coisas que os cercam, então ele, nitidamente, se encaminha
para a interação e integração de si mesmo. Somente um ser consciente
será capaz de libertar-se, o que chega a um ponto de impasse,
dividindo-o. Isso ocorre devido a massificação da nossa cultura, que
provoca a total alienação, que “de-forma” perspicaz, recalca os mais
nobres dos nossos sentimentos como: o amor, a confiança e a bondade,
juntamente com outros impulsos, socialmente proibidos. Desta forma,
Rogers não acredita que, uma vez liberada a camada mais profunda da
natureza humana, nos depararíamos com um Id incontrolável e destrutivo.


A Abordagem Centrada na Pessoa, considera a Tendência Atualizante como
uma motivação polimorfa, ou seja, esta tendência pode trazer várias
formas, de acordo, com as necessidades presentes no organismo.
Discordando das teorias que tratam de motivação sobre um prisma
biológico, do qual o organismo procura reduzir suas tensões e
restabelecer um estado de equilíbrio. Rogers acredita que os organismos
estão sempre em busca de um “vir a ser”, pois no seu entendimento,
somente um organismo doente, mantém-se num equilíbrio passivo. O
organismo sempre está em busca de algo, e isso é a fonte de energia que
fez parte da função do sistema como um todo para a auto-realização e
plenitude, que abrange não só a manutenção, mas também o crescimento.


Para Rogers, o homem preconizado por Freud, não é, socialmente falando,
muito digno de confiança, com uma postura negativista. Para ele é
exatamente o inverso, pois acredita que é justamente em um contexto
coercitivo, onde o homem não pode expandir-se e atualizar seu potencial,
que o leva a tornar-se hostil ou anti-social. Caso contrário, nada temos
a temer, pois, seu comportamento tenderá a ser construtivo, “...será
individualizado, mas também será socializado”


Skinner caracteriza sua epistemologia como Behaviorista Radical,
apontando aspectos que distinguem sua versão comportamental em
Psicologia do Behaviorismo Metodológico, que não considerava os
conteúdos internos do indivíduo, enquanto que para ele os comportamentos
privados eram tão importantes quanto os comportamentos públicos,
observáveis, e dessa forma sua obra se torna muito mais completa do que
a de seus antecessores. Para ele, todo indivíduo tem dois tipos de
comportamento: “sob a pele” – que são os comportamentos privados, aos
quais, apenas o indivíduo tem acesso e “sobre a pele” – que são os
eventos públicos, passíveis de serem observados por qualquer pessoa.


Segundo Milhollan e Forisha (1978), Skinner via a realidade como algo
objetivo, dedutível de forma lógica. O homem é um produto do meio, em
função das contingências ambientais em que vive, a “comunidade verbal”,
é quem dá significado a tudo que vivencia, ou seja, o que é ensinado
para a criança desde a mais tenra idade é o que vai direcionar seu
comportamento, suas crenças, seus ideais, etc. Para o Behaviorismo
Radical, o processo terapêutico se dá mediante a análise de
contingências, reforço positivo e conseqüentemente através de “auto
regras”, que será a mudança de visão que o homem imporá a si mesmo
quando consciente da sua necessidade de mudar seu próprio comportamento.
Isso é o que Skinner denominou de “comportamento operante”, que é a
capacidade do homem de agir apesar das contingências ambientais, dentro
do processo terapêutico. Mas de forma geral, o indivíduo não tem
liberdade de escolha, ele age em função dos estímulos ambientais e suas
respostas (comportamentos) a estes estímulos, podem gerar conseqüências
que serão reforçadores negativos ou positivos, levando a um aumento ou
diminuição dessas respostas, ou que podem ser punitivas, o que
provocaria a extinção das mesmas. Segundo essa premissa, desde que haja
um determinado controle ambiental, obtém-se do indivíduo as respostas (o
comportamento) desejadas.


Rogers também se opõe à orientação de Skinner, que defendia a idéia que
o homem não é livre, e não aceitava que a vida da sociedade iria
constituir-se em controle e manipulação das pessoas, ainda que isso
fosse feito para torná-las mais felizes, pois o homem é o arquiteto de
si, assim, o papel que desempenha o subjetivo não deve ser minimizado
(Millhollan, Forisha, 1978).


Conclusão


Não podemos negar a importância de cada um deles, a Psicanálise
trouxe-nos o entendimento do homem a partir do seu passado, dos desejos
reprimidos (Id), das regras introjetadas (Superego) e de como o Ego se
estrutura na equilibração dessas duas forças antagônicas, além dessas
contribuições, descortinou diante de nós a dinâmica do inconsciente com
os seus vários mecanismos de defesa. O Behaviorismo contribuiu desde o
início, mesmo com seus experimentos mais fugazes até culminar com o
Behaviorismo Radical de Skinner, que sistematizou o que já havia sido
feito, de forma lógica e coerente explicando a formação do
comportamento, a partir dos estímulos ambientais. Sua metodologia
terapêutica é de natureza diretiva e intervencionista, e quando aplicada
a pacientes com determinados tipos de transtornos, mostra resultados
mais rapidamente, como nos casos de autismo, bulimia, aneroxia, auto
injúria e outros. Totalmente contrário das duas anteriores é a Abordagem
Centrada na Pessoa, primeiramente na sua visão positiva do homem, e
depois na sua metodologia que contrariava todos os direcionamentos que
até então havia entre os que estudavam Psicologia. Rogers a princípio
não se preocupou em sistematizar sua teoria, o que só foi fazer anos
mais tarde, quando sua forma de atuar já era amplamente difundida. Sua
atuação fundamenta-se na somente na fala do cliente e de como ele
elabora essa fala, o papel do terapeuta será o de aceitar essa fala sem
efetuar qualquer tipo de julgamento, pressão ou cobrança, e assim, o
cliente tenderá por si mesmo ao crescimento saudável. O cliente dirige a
sessão, o terapeuta apenas conduz, ou seja, o poder de mudança está no
próprio cliente e o terapeuta será apenas um agente facilitador desse
processo. A Abordagem Centrada na Pessoa foi uma técnica utilizada além
das fronteiras do consultório e se estendeu para diversas áreas do
relacionamento humano.


Não resta dúvida de que a história de vida das pessoas e a maneira como
a vivenciaram, podem influenciar no modo como se conduzem socialmente.
Os próprios autores, em questão, foram influenciados por suas histórias,
ao desenvolverem um ponto de vista sobre um mesmo assunto. No entanto,
acreditamos que as três teorias trouxeram contribuições significativas
não só para o campo da Psicologia, como também para toda a humanidade.
Segue abaixo um quadro evidenciando as características dos três
teóricos:


FREUD


• Nasceu em 1856 em Freiburg Slováquia.


• Morreu em 1939.


• Filho de pais judeus perseguido pelo nazismo.


• Sofreu discriminação durante as duas guerras mundiais.


• Iniciou seus estudos quando o meio acadêmico buscava consolidar as
mais variadas hipóteses sobre o comportamento humano.


• Desvendou os mistérios do inconsciente, e foi o primeiro a
relacionar as neuroses à sexualidade infantil.


• Considerado o Pai da Psicanálise, e sua teoria sobre Ego, Id e
Superego, permanece imbatível.


PERCEPÇÃO DE HOMEM


Para ele o homem é um ser dividido entre seus desejos de vida e
morte.


Obra marcada por um certo ceticismo, sendo a natureza humana
determinada por forças irracionais.


Acreditava que a sociedade civilizada estava ameaçada pela
desintegração, devido à hostilidade primária dos homens entre si,
e a cultura devendo recorrer a todo reforço possível a fim de
erigir uma barreira contra o instinto.


Para ele, o homem é possuidor de um conflito permanente e
antagônico, existente em seu interior, no qual o Ego tenta ser o
mediador para encontrar o equilíbrio.


ROGERS


• Nasceu em 1902 em Oak Park, Illinois, USA.


• Morreu em 1987.


• Filho de pais dedicados porém rígidos na educação dos filhos e
na religião.


• Viveu numa época marcada pelas mudanças sociais dos anos 60, como
a liberação sexual, o movimento hippye, etc.


• Iniciou seus estudos em plena discussão sobre a Psicanálise e o
método experimental, não gostou de nenhum dos dois.


• Inovou na sua forma de atendimento terapêutico quando percebeu que
o cliente queria ser ouvido. Passou a usar o método chamado de
não-diretivo.


• Criou a ACP – Abordagem Centrada na Pessoa


PERCEPÇÃO DE HOMEM


O homem é um ser subjetivo e experiencía cada acontecimento de
forma única e pessoal.


Tem plena confiança na capacidade de desenvolvimento do homem, de
seu crescimento, de se compreender, e resolver seus próprios
problemas, desde que haja no seu ambiente condições favoráveis
para que isso ocorra.


Acredita que o homem tem uma capacidade realizadora que ele chamou
de Tendência Atualizante, que o capacita ao crescimento.


O homem é possuidor de uma motivação que pode levá-lo em várias
direções, de várias formas. Essa motivação só não deve ser abafada,
para não distorcer o seu crescimento.


SKINNER


• Nasceu em 1904 em Susquehanna, USA.


• Morreu em 1990.


• Filho mais velho de Willian Skinner e Madge Burrhus.


• Viveu numa época marcada pelas mudanças sociais dos anos 60,
como a liberação sexual, o movimento hippye, etc.


• Iniciou seus estudos científicos fundamentado no método
experimental.


• Aperfeiçoou este método, criando a AEC – Análise Experimental do
Comportamento, que sistematizou o conhecimento existente sobre
estímulo-resposta.


• Sua metodologia que foi chamada de Behaviorismo Radical.


PERCEPÇÃO DE HOMEM


Sua visão de homem é objetiva. Todo ser é produto do meio em que
vive.


O homem não tem liberdade de escolha, ele dá significado às coisas
de acordo com que lhe é ensinado pela comunidade verbal. As
contingências ambientais determinam o comportamento do indivíduo,
e se baseiam em três aspectos:


O histórico filogenético


O histórico ontogenético


O ambiente


As alterações no comportamento se dão através do Reforçamento
Positivo, Negativo ou da Punição. O comportamento operante
significa a alteração das contingências a fim de modificar o
homem.


BIBLIOGRAFIA


Gusmão, Sonia M. L., A natureza humana segundo Freud e Rogers, Texto
apresentado no Fórum Brasileiro da ACP no Rio de Janeiro; 1996.


Freud, S., O mal estar na civilização in Os grandes pensadores, 1º
Ed.São Paulo: Abril, 1994


Kline, P., Psicologia e teoria Freudiana, 1 a . ed.; Rio de Janeiro:
Imago, 1988


Laplanche, J., Vocabulário da psicanálise , 3º ed. São Paulo:Martins
Fontes,1998


Millhollan, F, Forisha, F. A. Skinner X Rogers: Maneiras contrastantes
de encarar a educação, 3º ed. São Paulo: Sumus editorial, 1978


Morato, Henriette. Aconselhamento Psicológico Centrado na Pessoa: Novos
desafios. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999


Rogers, Carl R.Psicoterapia e Relações Humanas. Vol. I. 1º ed. São
Paulo: Interlivros, 1975


Rogers, Carl R. A pessoa como centro. São Paulo: EPU, 1977


Rogers, Carl R. Sobre o poder pessoal. 1º ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1978


Rogers, Carl R. Grupos de Encontro. 5º ed. São Paulo: Martins Fontes,
1983


Rogers, Carl R. Um jeito de ser. São Paulo: EPU, 1983


Roger, Carl R. Tornar-se Pessoa, 5 a . ed.; São Paulo: Martins Fontes,
1997


Freud, Sigmund: A história do Movimento Psicanalítico in Os
pensadores(Pg. 47), Ed. Abril Cultural, 1978


[ Tornar-se pessoa, hoje!.txt ]
Tornar-se pessoa, hoje!


Emanuelle Coelho Silva ( ecoelho_si...@hotmail.com )


*Texto escrito em fevereiro de 2006.


Vivemos num mundo onde a máxima é aquela expressa nos outdoors,
nas grandes propagandas veiculadas pela televisão e mesmo pela
internet: "seja magro", "seja forte", "lute pelos seus ideais",
"faça inglês", "seja o homem do século XXI" seja a qualquer
custo!


Mas o que nos custa este SER contemporâneo, este novo ser? Esses
slogans que nos remetemos e nos intimamos a seguir, não são
“obrigatoriedades” para homem atual, mas já vêem de outras épocas
humanas, onde outros modelos eram requeridos, mas a máxima era a mesma
SEJA, mas seja aquele que eu lhe digo ser, aquele que atende o meu ser.
Talvez possamos até nos remeter a Nietzsche, que em seu célebre
trabalho "Assim falou Zaratustra", já nos dizia tão bem sobre esse
"super-homem" a que estamos ligados.


Mas o que nos torna seres humanos realmente? O que nos torna
pessoa hoje? Como? O que? Quando? Quanto? A que custo?


Tornar-se pessoa não é tarefa simples, não é apenas abdicar das
ofertas hi-tech do século XXI, nem tão pouco fingir que elas não
existem. Tornar-se pessoa passa pelo íntimo do ser, é preciso
mergulhar em si mesmo, verificar e presenciar o caos do EU para
depois lançar-se fora e unir-se ao que foi quebrado. Novamente,
pensando nas palavras de Nietzsche pra ilustrar, "É preciso ter
um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante".


Nesta tentativa de tornar-se pessoa, por vezes nos perdemos em
rótulos, estigmas e exigências de uma sociedade marcada pela
estética e pela aparência. A essência é perdida e por vezes nos
vemos tão perdidos quanto. Nessa longa caminhada, Nietzsche, em
"Assim Falou Zaratustra" retrata o sofrimento, o caos e a luta
interna (e até mesmo externa) que desbravamos para alcançar a
nossa própria verdade, nossa essência, o EU enfim. É preciso
ressaltar que a verdade aqui, é a verdade interna, é a verdade
de cada um, é o eu-pessoa.


O que é a existência senão a luta por descobrir o que somos e
para onde iremos, em nossa longa jornada? De que certezas têm o
homem senão de seu próprio fim? Que mudanças este homem pode
procurar, ou mesmo se permitir para encontrar essa pessoa que
está dentro dela, pedindo para sair?


Ser humano é demasiado complexo e por vezes penoso. Mas é sempre
a partir dessas provações (e até provocações), que as verdades,
individuais são transmutadas, mudadas e moldadas, levando a
plenitude do EU, a plenitude do ser e a volta do tornar-se
pessoa. Conhecer-se, compreender-se, aceitar-se e novamente
conhecer-se é o que realmente nos torna pessoa.


Esse caminho que é percorrido em busca de tornar-se realmente
pessoa, é por vezes dolorido, uma vez, que nos vemos frente à
verdades que parecem insuportáveis, mas são esses momentos em
que a real pessoa torna a vir, deixa os rótulos, as exigências,
os slogans e é apenas SER. Um músico americano, Jim Morrisson,
soube bem retratar essa angústia da existência e essa procura
por si mesmo, a briga com o tempo, com a imagem, dizendo em
trecho de sua poesia:


(...) Desista de seus votos, desista de seus votos


Salve a nossa cidade, salve a nossa cidade


Agora mesmo


(...) O futuro é incerto e o fim está sempre perto. (...)


Não é possível encontrar-se sem perder-se, e esse processo é
doloroso, mas engrandecedor, revelador. É a descoberta da tomada
de consciência livre de ser humano. É o momento de encontro com
si mesmo.


“Uma pessoa que está mais aberta a todos os elementos de sua
experiência orgânica; uma pessoa que está desenvolvendo uma
confiança em seu próprio organismo como instrumento de vida
sensível; uma pessoa que aceita o foco da avaliação como
residindo dentro de si mesmo; uma pessoa que está aprendendo a
viver em sua vida como um participante em um processo fluido,
continuo, em que está constantemente descobrindo novos aspectos
de si mesmo no fluxo de sua experiência. Esses são alguns dos
elementos que e parecem estar envolvidos em tornar-se pessoa.” (Carl
Rogers, 1995: 140)


Bibliografia consultada


BOAINAIM, Elias. Tornar-se Transpessoal: Transcendência e
Espiritualidade na obra de Carl Rogers. Summus Editorial, 1998.
p. 23-41: A psicologia Humanista.


GUSMAO, Sonia Maria Lima de. A natureza humana segundo Freud e
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NIETZSCHE, Friedrich. Assim Falou Zaratustra. Tradução Alex
Marins. Editora São Paulo: Martin Claret, 2005.


ROGERS, Carl. Tornar-se Pessoa. Tradução Manuel Jose do Carmo
Ferreira e Alvamar Lamparelli. São Paulo: Martins Fontes, 1995


Centro de Estudos e Encontro da Abordagem Centrada na Pessoa